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Fundos públicos melhor aplicados

Jaquelino Figueiredo| Soyo

Os vice-governadores para o sector político e social de todas as províncias adquiriram competências na gestão dos fundos públicos durante a primeira fase de um ciclo formativo, que terminou na sexta-feira no Soyo, província do Zaire.

Objectivo da formação foi atingido
Fotografia: Jaquelino Figueiredo| Soyo

Iniciada a 28 de Outubro, a formação decorreu no âmbito do projecto “Academia de Liderança”, sob responsabilidade do Instituto de Administração Local (IFAL), organismo do Ministério do Território.
O coordenador, Albano Carlos, garantiu que o objectivo da formação foi atingido, uma vez que permitiu aos vice-governadores partilharem conhecimentos e trocar experiências práticas sobre gestão da coisa pública. Além disso, contactaram com matérias relacionadas com a aptidão tecnológica, desconcentração e descentralização, controlo financeiro e procedimento administrativo, instrumentos que vão auxiliar os responsáveis na administração pública.
O vice-governador para o sector político e social de Malange, Manuel Campos, considerou a formação da maior utilidade, uma vez que as matérias ministradas vão permitir-lhe melhorar o seu desempenho, sobretudo no domínio do controlo dos fundos públicos e na gestão de procedimentos administrativos.
Do seu ponto de vista, o intercâmbio de conhecimentos entre os participantes era necessário, numa altura em que decorre em todo país o processo de construção e reconstrução de infra-estruturas, ao mesmo tempo que considerou a realidade do Zaire uma dessas grandes experiências.Este ponto de vista, explicou, tem a ver com o facto de a província estar a levar a cabo grandes projectos de escolas, centro de saúde, condomínios para quadros, entre outras obras de impacto socioeconómico.
A vice-governadora para o sector político e social do Kwanza-Sul, Lourdes Veiga, disse que o primeiro módulo da formação sobre liderança permitiu reforçar os conhecimentos quanto às atribuições, competências e missões dos gestores públicos. “As questões ligadas à delimitação de competências suscitaram particular interesse, sobretudo no que toca à delegação de poderes”, salientou, para acrescentar que foi muito interessante fazer parte da primeira fase da formação, uma vez que além das aulas, os participantes puderam partilhar experiências.
Após a primeira fase de formação, os vice-governadores vão ter outras sessões, na segunda etapa, com aulas presenciais e não presenciais, a partir de 12 de Novembro, no Lubango. Nesta segunda fase, vão contactar com matérias relacionadas com as políticas públicas para o fomento do associativismo e desenvolvimento rural, gestão participativa, autonomia local, eficiência e gestão de recursos humanos, desenvolvimento da economia local, a administração e o planeamento estratégico.

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