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Gastrónomos promovem as valências da ginguba

António Gonçalves | Benguela

A segunda edição  do projecto “Benguela na Rota Gastronómica”, criado por um grupo de gastrónomos e chefes de cozinha das cidades de Benguela e Lobito, para promover as potencialidades de produ-tos nacionais, está a decorrer na cidade de Benguela, com a ginguba a ser projectada como o protótipo do evento.

Panorâmica da cidade de Benguela onde estão a ser expostas as potencialidades agrícolas
Fotografia: Domiano Fernandes | Edições Novembro

Na primeira edição, realizada em Maio último, que à semelhança da presente albergou muita gente, entre participantes e espectadores, os realizadores decidiram promover as valências da gajaja, um fruto típico angolano.  
Jorge Nunes, um dos mentores do projecto, disse ao Jornal de Angola que  é possível ser criativo usando os produ-tos locais e ao mesmo tempo impulsionar o sector produti-vo de alimentos.
O projecto, que despertou vários gastrónomos e chefes de cozinha locais, é visto como uma oportunidade para o relançamento dos produtos nacionais, bem como o aprimoramento da gastronomia. Pedro Teixeira, um dos participantes do certame, disse que a ginguba, tida como um produto salgado, também é transformada em doce, e serve como vários temperos, como na caipirinha, saladas, pratos de peixe e puré de batata-doce.
“Nesta terra existem todos produtos possíveis e imaginários para a hotelaria, principalmente para a cozinha caseira. São pouco aproveitados, por desconhecimento de muita gente. A nível do país temos muitos alimentos que podem ser usados em vários pratos e a ginguba é um destes”, acrescentou .
Nesta edição do projecto “Benguela Rota Gastronómica”, que conta com o apoio da Rede Hoteleira de Benguela e Lobito, todos os pratos e bebidas apresentadas no menu têm de ter ginguba.
“A ginguba não terá de ser necessariamente o principal ingrediente, mas tem de constar  nos pratos e bebidas , pois estamos a mostrar as potencialidades deste produto”, disse Jorge Nunes.
Sofia Coelho, chefe de cozinha de um dos restaurantes da cidade do Lobito, acredita que a culinária nacional é capaz de satisfazer as necessidades locais, pois a qualidade dos produtos angolanos em nada fica a dever os importados.
“É necessário que os profissionais angolanos sejam criativos diante da variedade de produtos que o nosso mercado nacional oferece”, realçou Sofia Coelho, para acrescentar que “devemos encontrar fórmulas para  in-dustrializarmos a nossa gastronomia, que é riquíssima”.

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