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Golungo Alto sem água e luz

André Brandão | Ndalatando

A falta de abastecimento de energia e água potável há já vários meses e a destruição das culturas agrícolas pelos elefantes, no município do Golungo Alto, a 50 quilómetros a Norte de Ndalatando, está a criar transtornos à população, avançou à emissora local da Rádio Nacional de Angola o administrador municipal, Cirilo Matias.

A falta de abastecimento de energia e água potável há já vários meses e a destruição das culturas agrícolas pelos elefantes, no município do Golungo Alto, a 50 quilómetros a Norte de Ndalatando, está a criar transtornos à população, avançou à emissora local da Rádio Nacional de Angola o administrador municipal, Cirilo Matias.
Segundo Cirilo Matias, os geradores que abasteciam a sede municipal encontram-se inoperantes há vários meses, o único de 60 KVA existente destina-se apenas ao fornecimento de energia no hospital municipal e escolas no período nocturno. Neste momento aguarda-se a chegada de outros geradores para o reforço da capacidade de distribuição.
O administrador garantiu que a administração municipal desenvolve contactos para aquisição de um novo gerador de 500 KVA.
 Actualmente a população está impossibilitada de conservar produtos frescos.
A falta de água potável no município é outra situação que preocupa a comunidade. Para o responsável, a falta de abastecimento de água potável é grave, a julgar pelo mau estado de conservação e caducidade da conduta de transporte do líquido, apresentando imensas roturas nos últimos tempos. O sistema de captação instalado já não corresponde à demanda da população actual. Acrescentou que, durante muitos meses o abastecimento de água deixou de ser regular e, para minimizar a situação, faz-se distribuição através de camiões cisterna, enquanto aguarda-se que a água chegue a todas as comunidades com o andamento dos trabalhos no âmbito do programa “Água Para Todos”.

Saúde

Cirilo Matias disse ainda que a rede sanitária do Golungo-Alto precisa de ser reforçada com mais postos de saúde, médicos e enfermeiros para responder às necessidades actuais da população, particularmente a que reside nas zonas mais afastadas das vilas.
O dirigente informou que na base dos programas do Governo, o município tem vindo a adoptar estratégias para a redução da malária e outras endemias, com um hospital e postos médicos espalhados nas comunas, apoiados por um médico angolano e enfermeiros.
Nos últimos dias uma manada de elefantes devorou as culturas dos camponeses e instalou o pânico entre os habitantes da comuna do Cambondo (Golungo-Alto).
Segundo o administrador Domingos Barros dos Santos, os animais destruíram cerca de 1.500 hectares de áreas cultivadas, deixando afectadas 250 famílias.
As autoridades temem que a população passe fome, já que a agricultura constitui a principal fonte de subsistência.

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