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Governador apelou à solidariedade para com as vítimas

José Bule e Nicodemos Paulo |Uíge

O governador provincial do Uíge apelou à sociedade civil, particularmente às associações filantrópicas e socioprofissionais, igrejas e partidos político que sejam solidários para com as vítimas das chuvas, lembrando que mais de 400 casas ficaram destruídas na província.

Mais de 400 casas foram destruídas
Fotografia: José Bule

O governador provincial do Uíge apelou à sociedade civil, particularmente às associações filantrópicas e socioprofissionais, igrejas e partidos político que sejam solidários para com as vítimas das chuvas, lembrando que mais de 400 casas ficaram destruídas na província.
“Cerca de 400 casas desabaram e agora precisamos de nos organizar rapidamente para apoiarmos e ajudarmos muitos destes cidadãos. Queremos realizar uma campanha de apoio à população sinistrada, na produção de adobes, que é um material rápido e mais disponível para a construção de casas na província”, disse. Paulo Pombolo anunciou que o governo da província, em colaboração com a administração municipal, está a localizar áreas mais seguras para a construção de novas casas.
O governador, que falava à margem das cerimónias alusivas ao Dia da Juventude Angolana, orientou a administração municipal do Uíge e a direcção provincial do Ministério da Assistência e Reinserção Social a fazerem o levantamento do número de famílias sem tecto. Numa primeira fase, referiu, o governo está a instalar tendas para a instalação provisória dos sinistrados, além de preparar lotes de terreno, numa área de dez hectares, onde cada um vai construir a própria casa.

Falta de professores

O Instituto Médio Politécnico “Quarta Punza”, no Uíje, recentemente inaugurado, é frequentado por 383 alunos nas áreas de informática, energia e instalações eléctricas, construção civil, desenho de projecção e mecânica e motores.
O número de alunos só não é maior, disse, ao Jornal de Angola, o director da escola, por falta de professores.   “Lutamos com algumas dificuldades, fundamentalmente falta de quadros técnicos. Temos 31 professores, oito dos quais efectivos, mas a maioria são colaboradores”. As dificuldades não se confinam à falta de professores: “Semanalmente compramos cerca de 25 mil litros de água e de 600 litros de gasóleo para o gerador eléctrico que alimenta a escola”.  Os laboratórios ainda não estão devidamente apetrechados e a biblioteca não passa de uma sala vazia. Localizada a cerca de quatro quilómetros da cidade do Uíge, o instituto não dispõe de meios de transporte para apoiar alunos e professores.  A escola conta com dois laboratórios de informática, um de frio e climatização e outro de química, uma oficina com duas naves de energia e instalações e outra de máquinas e de motores, reprografia, refeitório e um campo multiuso.

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