Províncias

Governador recomenda maior dinamismo

Joaquim Júnior e Nicodemos Paulo | Uíge

Os atrasos verificados na execução física das obras de construção dos hospitais municipais de Milunga, Cangola, Bembe e Ambuíla, que decorrem no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) do exercício económico do ano de 2013, preocupam o governador provincial do Uíge.

Autoridades locais insatisfeitas com a lentidão das obras sobretudo na construção dos hospitais de Milunga e Cangola
Fotografia: Mavitidi Mulaza | Uíge

Os hospitais vão comportar mais de 80 camas cada, áreas para o funcionamento dos diferentes serviços clínicos e administrativos, além de apetrechamento.
Durante uma reunião mantida ontem com os responsáveis das empresas contratadas, Paulo Pombolo disse não gostar da lentidão das obras, tendo em conta os gastos financeiros já aplicados, sobretudo na construção dos hospitais municipais de Milunga e Cangola.
Outro descontentamento manifestado pelo governante tem a ver com o facto de alguns responsáveis das empresas em serviço não assumirem as suas responsabilidades, uma vez que fazem várias promessas e não as cumprem.
As obras da construção dos hospitais de Milunga e de Cangola começaram em 2013 e até ao momento apresentam-se com uma percentagem de execução física muito atrasada. O governador, Paulo Pombolo, recomendou às empresas construtoras a imprimirem maior dinamismo nos trabalhos.

Fiscalizadora das obras

O engenheiro Gabriel Gastão, da empresa fiscalizadora das obras de construção dos quatro hospitais, adiantou que nos municípios de Ambuíla e de Bembe as obras decorrem num ritmo acelerado, diferente do cenário das unidades de Cangola e de Milunga. O responsável da empresa Company Construtora Lda, que constrói os hospitais de Milunga e Cangola, admitiu haver atrasos na execução, pelo que prometeu estabelecer um novo cronograma para a conclusão das infra-estruturas.
Eduardo Reis justificou que os obstáculos que têm se verificado nas vias de acesso e a carência da mão-de-obra especializada nos dois municípios e a substituição do pessoal em serviço estiveram na base dos atrasos verificados, tendo assegurado o reforço dos trabalhadores nos próximos dias.
Lin Jiapming, da construtora chinesa Polaris International Lda, disse que a estrutura geral do novo hospital municipal de Ambuíla, tecto, vedação do muro, reboque exterior, parte das instalações de energia e canalização de água, está concluída, faltando apenas os acabamentos gerais, colocação de portas, janelas, ar condicionado, mosaicos e montagem dos equipamentos hospitalares.
As obras conheceram uma ligeira paralisação devido à inflação registada no mercado cambial, o que obrigou a fazer alguns reajustes orçamentais para não comprometer as despesas, disse.

Obras em curso

As obras de construção e reabilitação nas vias entre Uíge, Songo, Lucunga, Bembe, Sanza Pombo, Buengas,  Alfândega e Cangola caminham a bom ritmo e ficam concluídas dentro dos prazos estabelecidos nos contratos, disseram, ontem, no Uíge, os representantes dos empreiteiros e do Instituto Nacional de Estradas de Angola ao governador provincial. Paulo Pombolo considerou importante a construção de estradas, pois permite o relançamento da actividade agrícola e   desenvolve os municípios, além de facilitar a actividade comercial dos operadores económicos. “Sem boas vias torna-se dificil desenvolver os municípios e comunas”,  disse.
O governador provincial reconheceu que os municípios dos Buengas, Cangola, Bembe e Songo são grandes produtores de cereais e quando forem recuperadas as estradas o  escoamento dos produtos agrícolas vai tornar-se mais eficaz.
Dada a importância das obras, o governador Paulo Pombolo pediu aos empreiteiros para realizarem trabalhos de qualidade.

Tempo

Multimédia