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Governador reuniu com representantes de igrejas

Bernardo Capita|Cabinda

O governador de Cabinda reuniu-se, ontem, com representantes de várias confissões religiosas, para lhes revelar o trabalho que o governo provincial está a desenvolver em prol do bem-estar das populações.

Representantes de diferentes igrejas estiveram presentes no encontro e pediram o apoio do governador para solução de alguns problemas
Fotografia: Arimateia Baptista

O governador de Cabinda reuniu-se, ontem, com representantes de várias confissões religiosas, para lhes revelar o trabalho que o governo provincial está a desenvolver em prol do bem-estar das populações.
O encontro, que decorreu na sede MPLA, teve a presença de pastores, bispos, reverendos e evangelistas. Os religiosos apresentaram algumas das dificuldades que as igrejas têm e solicitaram ao governador ajuda material para melhorarem as condições os templos.
Mwaete João Baptista criticou o comportamento de algumas igrejas que acusam infundadamente crianças, e por vezes adultos, de prática de feitiçaria.
Essa atitude, acrescentou, “está a destruir muitas famílias, já que semeia ódio e intriga.
O governador condenou também o tribalismo, o regionalismo e todas as outras práticas que contribuem para a desunião da população e exortou as igrejas a combaterem estas práticas, “baseando-se no principio de amor ao próximo”.
“Vamos fazer de Cabinda uma terra onde religiosos, trabalhadores, enfim, todos os extractos sociais encontrem espaço de vida, sem qualquer exclusão, sem qualquer tendência de discriminação, tribal, ou regionalista” disse. João Alberto, representante do Conselho de Igrejas Cristãs de Angola (CICA), falando em nome de todos os presentes, pediu ao governador que preste mais atenção às igrejas implantadas na província, estabelecendo o princípio de igualdade nas acções de ajuda.
O representante do CICA disse que as igrejas estão unidas e prontas a ajudarem o governo em acções de reconstrução da província e convidou Mawete João Baptista a visitar as igrejas.
O governador ofereceu chapas de zinco, entre 50 a 500 consoante as necessidades de cada uma, a 30 igrejas.
Em Cabinda há 167 denominações religiosas,  46 delas reconhecidas.O Governo de Angola está preocupado com a proliferação de seitas um pouco por todo país.
Grande parte das igrejas não está reconhecida pelas autoridades governamentais.
Em algumas seitas, falsos pastores têm estado a acusar pessoas de prática de feitiçaria, sem qualquer fundamento. Muitas vezes até crianças de tenra idade são acusadas dessas práticas.

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