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Governo acusa Haftar de “crimes de guerra”

O chefe do Governo de Unidade Nacional (GNA) da Líbia, Fayez al Sarraj, reconhecido pela comunidade internacional, acusou o marechal Khalifa Haftar, de praticar “crimes de guerra” devido aos morteiros lançados na tarde de terça-feira contra Tripoli, que mataram sete pessoas, o que eleva para 180 o número total de vítimas mortais até agora registadas, revelou ontem a AFP, citando a Organização Mundial de Saúde (OMS.

Chefe do Governo de Unidade Nacional da Líbia, Fayez al-Sarraj
Fotografia: Dr

O Exército Nacional Líbio (ENL), de Haftar rebateu a acusação, negando ter disparado os morteiros e acusou “as milícias terroristas que controlam a capital.”
Fayez Sarraj visitou durante a noite de quinta-feira os bairros de Abu Slim e Al Antissar, no sul de Tripoli, os mais afectados pelos explosivos que provocaram a morte de três pessoas e ferimentos em 11 e denunciou a “selvajaria e a barbárie” do marechal Haftar, a quem chamou “criminoso de guerra.”
“Vamos apresentar todos os documentos ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, por parte de Khalifa Haftar”, disse Sarraj.
A ofensiva do marechal Haftar começou no dia 4 de Abril contra a capital líbia, tendo já provocado até ontem pelo menos, 180 mortos e mais de 800 feridos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial da Saúde.
No Conselho de Segurança, a Grã-Bretanha apresentou, quarta-feira à noite, uma nova versão do projecto de resolução que pede o fim dos combates e a abertura de um canal humanitário, mas a proposta não obteve apoio suficiente.
A Rússia, que na semana passada bloqueou um esboço de declaração, convidando o ENL a suspender a ofensiva, continua a opor-se a referências críticas a Khalifa Haftar.
O representante da ONU na Líbia disse que os bombardeamentos em zonas habitadas de Tripoli são uma violação do direito internacional e pediu medidas para proteger os civis e as infra-estruturas, numa alusão a acusações de bombardeamentos sobre a população de Tripoli.

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