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Governo do Cuanza Norte pondera possibilidade de tributar terras ociosas

O governo do Cuanza Norte pondera a possibilidade de taxar proprietários de terras ociosas, não exploradas, informou o governador provincial, Adriano Mendes de Carvalho, num encontro com os membros da administração municipal do Golungo Alto e representantes da sociedade civil local.

Fotografia: DR

Sem entrar em detalhes, o dirigente referiu que a proposta tem como finalidade desencorajar a ocupação de terras sem o devido aproveitamento, uma situação que tem estado na base de conflitos entre populares e empresários que procuram terras para investir.

Segundo o governante, na província do Cuanza Norte existem milhares de hectares de terras de muito boa qualidade para a produção agrícola e a criação de gado, mas que estão "ocupados por determinados fazendeiros e por algumas famílias, completamente abandonadas ou que não são bem utilizadas segundo seus fins". O responsável do departamento provincial do Instituto Nacional do Café (INCA), José Neto, precisou que das mil 859 propriedades cafeícolas registadas no Cuanza Norte apenas 751 encontram-se em actividade devido a incapacidade financeira dos seus proprietários.

A maioria dos fazendeiros, prosseguiu, enfrenta grandes dificuldades financeiras, alguns dos quais sem possibilidades mínimas para desenvolver um negócio.

A província de Cuanza Norte tem uma superfície de 24 mil 110 quilómetros quadrados distribuídos em 10 municípios.

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