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Governo garante apoio às vítimas de minas

Carlos Paulino | Menongue

O vice-governador para Organização e Serviços Técnicos, Simão Baptista, defendeu ontem, em Menongue, que as operadoras de desminagem devem continuar a difundir materiais de sensibilização sobre os riscos das minas às comunidades.

Sapadores empenhados na remoção de engenhos explosivos na província
Fotografia: Carlos Paulino

O vice-governador para Organização e Serviços Técnicos, Simão Baptista, defendeu ontem, em Menongue, que as operadoras de desminagem devem continuar a difundir materiais de sensibilização sobre os riscos das minas às comunidades.
O coordenador provincial de acção das minas, Simão Baptista, que falava durante a abertura da reunião plenária sobre esta questão, salientou que para o êxito do programa a Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social deve realizar o controlo de todas as vítimas com vista a encontrar formas adequadas para a sua reinserção em actividades sociais com grau de deficiência.
Sublinhou que os pilares da educação sobre os riscos das minas e de assistência às vítimas apresentam ainda muitas limitações, devido à falta de recursos financeiros.
Acredita que, antes de uma acção de desminagem, as operadoras de desminagem têm primeiro que sensibilizar as populações e, consequentemente, cuidar das pessoas vítimas de minas, uma vez que precisam de um apoio institucional e de parceiros sociais do governo.
Simão Baptista destacou que as minas continuam a ser um verdadeiro entrave para o desenvolvimento harmonioso da província, porque a maioria das estradas deixadas pela ex – Junta Autónoma de Estradas de Angola estão inoperantes devida à existência de minas, em consequência do longo período do conflito armado que assolou o país, partindo dos eixos Centro-Leste e Leste-Sul do Kuando-Kubango.
Sublinhou ainda que o processo de desminagem nos referidos eixos constitui uma premissa fundamental para o desenvolvimento da região, tendo em conta que a maioria das pistas de aviação localizadas em várias comunas não funciona por causa das minas.
A República de Angola é signatária do acordo turístico transfronteiriço, KAZA-TFCA, do qual fazem parte a Zâmbia, Botswana, Namíbia e Zimbabué, e no programa o país tem uma responsabilidade acrescida, considerou Simão Baptista que referiu que do lado de Angola as coutadas de Mucusso, Luiana, Luengue e do Longa fazem parte deste ambicioso projecto.
Tendo em conta que esta parcela da província do Kuando-Kubango, num passado recente, fez parte do teatro de guerra, apresenta um elevado índice de minas e outros engenhos não detonados.
 
Removidas milhares de minas em 2009
 
Durante o ano de 2009, as operadoras de desminagem sedeadas na província do Kuando-Kubango, nomeadamente o INAD, Engenharia Militar, Demira, Halo Trust, Sedita, ISL, VDS e Polícia Fronteiriça removeram e destruíram 16.822 engenhos explosivos. 
Dos removidos e destruídos fazem parte 13.759 minas anti-pessoais e 3.l63 minas anti-tanque, e foi possível desminar 5.019 quilómetros de estradas e campo de cultivo.

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