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Governo instala sistemas de pára-raios em todos os municípios da província

Justino Vitorino (*)| Huambo

 

Mais de 20 sistemas de pára-raios vão ser instalados em todos os municípios da província do Huambo, com o propósito de proteger as pessoas e equipamentos contra as descargas eléctricas, tendo em atenção as fortes chuvas que se registam na província e que já vitimaram mais de sete pessoas no Longonjo e Bailundo.

 

Mais de 20 sistemas de pára-raios vão ser instalados em todos os municípios da província do Huambo, com o propósito de proteger as pessoas e equipamentos contra as descargas eléctricas, tendo em atenção as fortes chuvas que se registam na província e que já vitimaram mais de sete pessoas no Longonjo e Bailundo.
Para a aquisição e montagem dos referidos sistemas de “pára-raios”, o Governo da província do Huambo necessita de 25 milhões de kwanzas, números que, dada a necessidade de implementação do projecto, foram inscritos num plano de urgência.    
Segundo Elias Adolfo, director provincial de Energia e Águas, em declarações à Rádio Huambo, o Governo local tem preparado um programa de intervenção neste domínio e os valores correspondentes foram inscritos de urgência no Programa de Investimentos Públicos deste ano.
 “Nós temos um programa de montagem de pára-raios a nível dos onze municípios que compõem a circunscrição administrativa do Huambo. No entanto, não foi, até ao momento, implementado, devido a limitações de recursos financeiros”, disse.
Sublinhou, por outro lado, que o governo trabalha com diferentes fornecedores, que se predispõem a fornecer os materiais, mediante algumas garantias financeiras.
Os locais, segundo Elias Adolfo, há muito estão identificados e numa primeira fase irão beneficiar da instalação de tais equipamentos a cidade do Huambo e periferia, a vila do Bailundo e o município do Longonjo, onde as frequentes chuvas e descargas eléctricas têm provocado danos consideráveis em bens e  vidas humanas.
Posteriormente serão contemplados os municípios do Londuimbali, Caála, Mungo, Ukuma e Ekunha.

Comuna da Tchinhama
mais próxima do Catchiungo

O governo do Huambo está satisfeito com o nível de execução das obras de reabilitação das estradas terciárias e secundárias que ligam o município do Catchiungo à comuna da Tchinhama.
Henrique Barbosa, vice-governador do Huambo para a esfera Social e Económica, que visitou o município, para avaliar o grau de execução da empreitada, disse que a mesma satisfaz, na plenitude, os objectivos traçados pelo governo. Os custos de reabilitação do troço em referência estão inseridos no programa de intervenção municipal, avaliado em cinco milhões de dólares.
 As obras de reabilitação do troço tiveram início em Setembro último e estão orçadas em seis milhões de kwanzas.
Henriques Barbosa disse que a acção do governo na reabilitação das estradas terciárias e secundárias vai continuar. Assegurou que o executivo do Huambo priorizou o troço em referência devido à sua posição geo-estratégica para a província, no domínio agro-pecuário, salientando que, dentro de algumas semanas, outras comunas e aldeias terão o mesmo privilégio, pois, como recordou, “o governo do Huambo fez a distribuição de alguns equipamentos para o efeito”.
Para o administrador municipal do Catchiungo, António Cotingo, a reabilitação da estrada que liga a sede do município à comuna da Tchinhama é uma mais-valia para as populações locais, já que além de possibilitar o escoamento de produtos do campo, vai facilitar também o trabalho das autoridades sanitárias, que muitas vezes encontram dificuldades para realizar a sua actividade no interior do município.
 Durante a visita de constatação, o vice-governador Henriques Barbosa conferiu como andam as obras de reabilitação da escola do primeiro ciclo Ndunduma, que está a ser ampliada para doze salas de aulas, facto que permitirá acolher, no próximo ano lectivo, 2.400 alunos, nos três turnos. A empreitada da mesma está orçada em 32 milhões de kwanzas e será entregue ao Estado em Dezembro.

Ekunha necessita
de novos professores
                                                                            

O município da Ekunha necessita, para o próximo ano lectivo, de 190 novos professores e mais salas de aula para a inserção de cinco mil alunos que se encontram fora do sistema normal de ensino.
De acordo com o chefe da repartição municipal de Educação, Fernando Manuel Vinene, o sector controla 57 escolas, maioritariamente de carácter provisório, erguidas pela comunidade em algumas aldeias e ombalas, muitas delas em mau estado de conservação.
No ano lectivo de 2009 estão matriculados, em todo o município, 24.446 alunos, do primeiro ciclo do ensino primário (iniciação à sexta classe), dos quais 11.245 são do sexo feminino. Acrescentou que existem 11.340 alunos a estudarem ao ar livre, devido ao insuficiente número de salas de aula.
Fernando Vinene frisou, por outro lado, que Ekunha possui, neste momento, 756 professores, sendo que 25 esperam ser reformados no próximo ano.

 
(*) Com Marcelino Dumbo

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