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Governo promete melhorar o sector

Victor Pedro | Sumbe

O Governo do Cuanza Sul vai continuar a dar prioridade à construção de mais infra-estruturas escolares e à criação de melhores condições de trabalho para os profissionais do sector da Educação e não só, garantiu na segunda-feira, no Sumbe, o responsável máximo da província. 

Governador Eusébio de Brito Teixeira reuniu com os docentes e responsáveis da Educação
Fotografia: Edições Novembro

Eusébio de Brito Teixeira, que  falava no final de um encontro de auscultação com os professores e responsáveis da Educação, registou as  principais preocupações que afligem a classe docente da província e pediu calma aos profissionais.
Em resposta às preocupações, o dirigente considerou justas as revindicações apresentadas, mas garantiu que tais problemas serão solucionados, apesar de haver alguma morosidade que tem a ver com os trâmites legais, pois os documentos em causa seguem a nível jurídico e administrativo, como deram a conhecer responsáveis da Educação, Ciência e Tecnologia da província.
O governador provincial destacou a importância do professor como principal agente da linha da frente, que garante a formação da futura geração que vai conduzir o destino do país, pois, recordou que é através da arte de ensinar que se leva os demais a aprenderem sobre os fenómenos do mundo e a forma como se deve lidar com os mesmos.
Para o responsável, a crise económica trouxe consigo grandes constrangimentos para o país, obrigando a uma redução da capacidade financeira do Estado. Nesta ordem de ideias, disse que o Executivo e o sector da Educação continuam a desenvolver esforços por forma a dignificar e valorizar melhor a classe dos professores, onde é ­urgente ­trabalhar em conjunto para que esta valorização seja uma realidade a curto, médio e longo prazo, em função das disponibilidades existentes.
“A valorização do professor passa por melhores condições de trabalho, uma constante superação académica e pedagógica, onde as suas preocupações devem passar por um diálogo aberto, franco e contínuo com a entidade empregadora, no sentido de juntos encontrarem melhores soluções”, sustentou.
Os professores apresentaram de forma genérica as principais preocupações, que se consubstanciam na promoção e actualização de categoria, falta de cabimentação dos responsáveis que exercem cargo de direcção e chefia e falta de vagas e de docentes.
Também falaram sobre a falta de subsídio de isolamento, atavio, deslocação, melhores condições de trabalho, salários baixos, expansão do ensino superior a nível dos municípios, transparência nos concursos públicos, residência para professores, escolas e salas de aula e núcleos de professores, entre outros. O director nacional dos Recursos Humanos do Ministério de Educação, Ramiro José João, disse  que os professores auxiliares que auferem 45 mil kwanzas não devem exigir mudança de categoria por terem concluído o ensino superior, mas concorrerem, pois caso sejam apurados mudam de categoria.
Ramiro José João referiu-se aos casos do prémio nacional de professor, que foi suspenso em função da actual crise económica e financeira. Esclareceu que o Orçamento Geral de Estado é que pré-define o funcionamento das instituições, como previsão, por cotação financeira. Todo o movimento no sistema deve estar inserido dentro da execução financeira do ano em curso.
 Sobre o subsídio de exame, que passou para prémio de exame, o responsável informou que tal não pode passar dos 30 por cento do valor cabimentado e é exclusividade dos membros da comissão de júri.

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