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Governo reinsere centenas de menores

Mais de 160 crianças em situação de vulnerabilidade foram reinseridas nas salas de aula e integradas em centros de formação profissional, desde Junho do ano passado, na província da Huíla, revelou ontem, na cidade do Lubango, a porta-voz da direcção local da Assistência e Reinserção Social.

Centenas de crianças em situação de vulnerabilidade são reinseridas nas salas de aula
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro-Huía

Francelina Tomás referiu que as crianças foram reinseridas, no quadro do programa do Governo Provincial da Huíla, levado a cabo por um grupo de técnicos do Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARS), que se baseia em recolha de dados por meio de entrevistas, inquéritos, estudos psicomorais.
Francelina Tomás referiu que, para êxito do programa de recolha, a direcção local do MINARS estabeleceu um convénio com dois centros de formação profissional do Lubango, o que tem permitido que jovens e crianças façam cursos técnicoprofissionais, para ajudarem na garantia de um futuro melhor para as crianças.
A par deste programa, a também chefe de secção da criança e do adolescente em circunstância particularmente difícil, da direcção da Assistência e Reinserção Social disse que algumas famílias têm beneficiado de cesta básica, composta por alimento e outros bens. Francelina Tomás disse que durante o estudo notou-se que as crianças enfrentam alguns problemas no seio da família e os pais obrigam os pequenos a saírem de casa para conseguirem dinheiro. />Por causa disso, Francelina Tomás apontou  a implementação do programa “Mães titulares”, que já permitiu que seis crianças que se encontravam em lares de acolhimento fossem entregues a famílias de acolhimento.
Francelina Tomás informou que estes programas estão a ser implementados para dar resposta ao ressurgimento do fenómeno crianças que vivem na rua a nível da cidade do Lubango, resultado da desestruturação das famílias e da pobreza. A porta-voz da direcção da Assistência e Reinserção Social lamentou o facto de este fenómeno estar a ganhar contornos preocupantes, há um ano, numa altura em que as famílias estão desencontradas, devido à falta de ética, de moral e de condições financeiras para suportar as despesas nos lares.
“Já não podemos apontar o factor guerra como causa disso. As crianças vão para a rua porque não são controlados ou porque o desemprego e outras situações económicas as obrigam a isso”, disse a porta voz da direcção da Assistência e Reinserção Social.

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