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Hemoterapia sem testes laboratoriais

O centro de hemoterapia do Hospital Geral de Ondjiva, capital do Cunene, debate-se actualmente com problemas de falta de sangue e de testes laboratoriais para  a realização de doação sanguínea destinada aos pacientes internados na maior unidade sanitária da província.

Centro hospitalar debate-se com falta de material diverso
Fotografia: Edições Novembro

Face a esta realidade, os familiares dos pacientes são obrigados a recorrer a dadores que cobram entre 15 a 20 mil kwanzas por uma bolsa de sangue, bem como a realização de  análises laboratoriais em farmácias privadas, sobretudo os exames da sífilis e as hepatites B e C a dois mil kwanzas.
A par da compra do sangue e teste, os familiares devem pagar igualmente a merenda do dador composta por sumo, água, leite, sandes e ovo estrelado.
Trata-se de uma situação angustiante para familiares com baixas condições financeiras, que se sentem agastados com o problema, uma vez que cabe ao Estado providenciar cuidados primários de saúde gratuitos e universais, conforme determina a Constituição.
O administrador do Hospital Geral de Ondjiva, Ildefonso Lucas, disse à Angop que a par da hemoterapia, o Hospital Central de Ondjiva  enfrenta desde o ano passado dificuldades de vária ordem, desde falta de material gastável a reagentes para testes laboratoriais e medicamentos.
Neste momento, a secção de hemoterapia, a única em funcionamento na província, regista  incapacidade acentuada para atender a demanda de pacientes.

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