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Hospitais do Cuvango registam mortes diárias

Domingos Mucuta

O município do Cuvango, província da Huíla, tem registado muitos casos de malária entre as crianças, que resultam em mortes diárias, anunciou ao Jornal de Angola, o director municipal da Saúde, Cláudio Maria, sem revelar números.

“A população não está a acatar as medidas de prevenção da doença e como se não bastasse os mosquiteiros impregnados com insecticida de longa duração que distribuímos são utilizados como rede de pesca. Portanto, estes factores, associados às condições precárias da localidade, resultam em muitas mortes de malária”, disse Cláudio Maria.
O responsável municipal da Saúde disse que a diarreia, as doenças respiratórias agudas e a má nutrição são as principais doenças que afectam o município, que nos últimos dias tem recebido  fármacos com regularidade.    
“Até há pouco tempo não tínhamos medicamentos,  passávamos receitas e as famílias dos doentes tinham de adquirir fora dos centros hospitalares. Actualmente já temos esta situação regularizada, porque recebemos medicamentos com regularidade”, adiantou.
O município do Cuvango, ainda de acordo com Cláudio Maria,  tem um hospital central, um estabelecimento materno-infantil e quatro centros médicos, suportados por um elenco de 141 profissionais, entre eles 76 eventuais, 37 enfermeiros e seis médicos de clínica geral.
O sector da Saúde debate-se com a falta de técnicos especializados, particularmente na área de pediatria, ortopedia e ginecologia.

Medicina tradicional

A medicina tradicional está integrada no sistema de saúde do município do Cuvango.      
Os curandeiros e parteiras tradicionais desenvolvem as suas actividades nas comunidades, com o respaldo das autoridades do sector da Saúde. “As parteiras tradicionais estão já treinadas para fazer partos sem problemas de maior e algumas delas já dispõem de meios para realizar partos. A falta de médicos especialistas nos municípios tem sido colmatada por estas parteiras, que têm ajudado a salvar vidas das  mulheres que apresentam complicações durante o parto”, disse  Cláudio Maria.
As parteiras tradicionais e os curandeiros são aconselhados a prestar os primeiros socorros às parturientes e doentes com casos diversos.  “Aconselhamos as parteiras e os curandeiros tradicionais a prestarem assistência médica aos doentes graves nas comunidades e depois encaminhá-los ao hospital central do município”, disse Cláudio Maria.
O director municipal da Saúde acrescentou que a população tem sido aconselhada a evitar a automedicação e a procurar os hospitais logo após os primeiros sintomas de doença.

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