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Hospital Central Agostinho Neto quer ser pólo de pós-graduações

A direcção do Hospital Central do Lubango "António Agostinho Neto" pretende transformar a instituição num pólo de pós-graduação para estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Mandume, disse, na terça-feira, à Angop, o director do estabelecimento.

Cooperação no ramo de medicina vai permitir uma assistência médica mais adequada
Fotografia: Eduardo Cunha

A direcção do Hospital Central do Lubango "António Agostinho Neto" pretende transformar a instituição num pólo de pós-graduação para estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Mandume, disse, na terça-feira, à Angop, o director do estabelecimento.
Henrique Chipensa, que falava a propósito da assinatura de um protocolo de cooperação com Hospital da Universidade de Coimbra, que se celebrou ontem, afirmou que a unidade tem condições para a investigação e pode receber estagiários.
“A partir do terceiro ano, os estudantes podem começar a familiarizar-se com o ambiente do hospital, ao lidar com algumas patologias só vistas em teoria, por isso, urge encetar o acordo no sentido de importar especialistas docentes em medicina para ministrarem conhecimentos aos técnicos angolanos”, referiu.
Henrique Chipenda declarou que se “pretende cooperar no âmbito da formação e capacitação dos técnicos de saúde nas várias especialidades, sobretudo em gestão hospitalar, dermatologia, cirurgia e medicina interna”.
A pretensão da unidade hospitalar, disse, consubstancia-se em trazer ao país alguns docentes especialistas estrangeiros para conferir formação aos profissionais da saúde na instituição e beneficiar de um curto estágio no exterior.
A partir do terceiro ano, acrescentou, os estudantes da Faculdade de Medicina podem começar as aulas práticas numa instituição onde já alguns estagiários oriundos da universidade Jean Piaget desenvolvem as suas habilidades.
Sobre a presença da Primeira-Dama de Portugal, considerou ser prestigiante, quando “o hospital perspectiva, dentro de cinco anos, começar a trabalhar com médicos nacionais sem depender exclusivamente da força expatriada”.
O Hospital Central funciona com 64 médicos, dez dos quais angolanos e possui uma capacidade instalada de 520 camas.

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