Províncias

Hospital do Chiulo precisa de fármacos

Adelina Mualimusi | Chiulo

O Hospital da Missão Católica do Chiulo, no município de Ombadja, Cunene, debate-se nos últimos dias com falta de medicamentos, reagentes e material gastável, disse sexta-feira, ao Jornal de Angola, a directora da unidade sanitária.

O Hospital da Missão Católica do Chiulo está a ser reabilitado para melhorar a prestação de serviços à população
Fotografia: Adelaide Mualimus Ondjiva

Judith Ndelinodjo referiu que o abastecimento de medicamentos não tem sido regular, o que provocou a rotura no stock, criando sérios problemas na prestação de serviços à população. Acrescentou que, para alguns casos, o hospital limita-se a passar receitas médicas.
De acordo com a directora do hospital do Chiulo, as doenças mais frequentes são a malnutrição, diarreia, problemas respiratórios agudos e tuberculose.
A médica realçou que o hospital regista, em média diária, dois a três casos de acidentes de viação, dada a sua posição geográfica, junto à Estrada Nacional 105, que liga Ondjiva ao Lubango.
Segundo a directora Judith Ndelinodjo, o Hospital do Chiulo é assegurado por 64 técnicos e oito médicos, que atendem, diariamente, mais de 40 pacientes.
O Hospital do Chiulo conta com 230 camas, centro de aconselhamento e testagem voluntária de VIH/Sida, bloco operatório e uma ambulância para evacuação de doentes para unidades de referência do Cunene.
O bispo da Diocese de Ondjiva, no Cunene, D. Pio Hipunhate, apelou a sociedade no sentido de prestar apoio ao Hospital da Missão Católica do Chiulo, no município de Ombadja, que se debate com sérios problemas de falta de água para o consumo, o que está a inviabilizar o seu normal funcionamento.
D. Pio Hipunhate, que fez estes pronunciamentos durante o lançamento de um projecto denominado “Melhores cuidados de saúde para a população rural”, levado a cabo pela Organização Não Governamental Médicos Com África (CUAM), disse que aquela unidade, tida como de referência na região, enfrenta igualmente problemas relacionados a falta de energia permanente e rede de telefonia.
O bispo constatou que doentes e trabalhadores do hospital têm atravessado inúmeras dificuldades, principalmente na vertente da comunicação com os seus familiares ou com outras unidades sanitárias da província e/ou de outros pontos do país.
“Há dois anos, quando celebramos o 60º aniversário do Hospital do Chiulo, lançamos uma campanha denominada “Chiulo ontem, hoje e amanhã”, o que fez atrair a atenção da sociedade e conseguirmos alguns recursos que levaram à reabilitação do imóvel, em curso neste momento”, referiu, acrescentando que as obras vão melhorar a imagem da infra-estrutura.
Dom Pio Hipunhate mostrou-se ainda preocupado com os casos de malnutrição e outras doenças, como a malária e diarreia aguda, provocada pelo consumo de água imprópria.

 

Tempo

Multimédia