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Hospital Provincial regista ruptura constante de sangue

André Brandão | Ndalatando

O Hospital Geral de Ndalatando registou no ano que finda amanhã constantes rupturas de reserva de sangue, por falta de dadores permanentes, informou, ontem , ao Jornal de Angola o director da instituição, Leonardo Mundombe.

Fotografia: DR

“Algumas vezes recebemos doação de sangue de organizações políticas partidárias, igrejas, efectivos da Polícia Nacional e Protecção Civil e Bombeiros. Mas recebemos apenas estas doações em alturas de efeméride, não são permanentes”, disse Leonardo Mundombe, para acrescentar: “O sangue mais procurado é “O positivo”, e o “O negativo” é o mais raro.
Com capacidade para armazenar 200 bolsas de sangue, o Hospital de Ndalatando, segundo Leonardo Mundombe, tem sido incapaz de fazer face à demanda de pacientes com doenças crónicas graves, como Falciforme e Talassemia, que “precisam de transfusão de sangue”.
 Segundo a Organização Mundial da Saúde,uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue, e pode doar no máxi-mo 450 ml.Os homens só devem fazer doação de dois em dois meses, quatro vezes ao ano. Já as mulheres num período de três meses, e três vezes ao ano.
 O doador deve ter entre 18 a 69 anos de idade e pesar no mínimo 50  quilogramas. Na véspera deve estar bem alimentado e ter dormido, pelo menos, seis horas .

Doação

Uma delegação do Governo Provincial, encabeçada pelo governador, José Maria dos Santos, doou ao Hospital Provincial 17 bolsas de Sangue , que comporta um total de oito litros.
A directora do Gabinete Provincial da Saúde, Filomena Wilson, disse que as autoridades sanitárias da província necessitam de 1.260 bolsas de sangue mensalmente, “para os serviços hemoterapias das sete principais unidades da província”, adiantando que “o Cuanza-Norte necessita, pelo menos, de 24.750 dadores voluntários”.

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