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Hospital Regional tem falta de sangue

Juliana Domingos | Huambo

O Hospital Regional do Huambo   enfrenta  novamente uma ruptura de “stock” de sangue, para acudir os casos de urgências diárias, em consequência da redução do número de dadores voluntários, revelou ontem o chefe em exercício da hemoterapia do  estabelecimento clínico.

Redução do número de doadores voluntários de sangue preocupa as autoridades sanitárias
Fotografia: Kindala Manuel

Joel José lamentou o facto de a situação de falta de sangue não estar só a afectar a maior unidade hospitalar da província, mas também os restantes centros de referência da região. O hospital deixou de receber sangue no início do mês de Junho, depois da doação efectuada por um grupo de voluntários, dai apelar a sociedade no sentido de ajudar os doentes que necessitam do produto, doando voluntariamente o bem, disse Joel José, que acrescentou: “As nossas reservas encontram-se em baixa, por isso, pedimos a toda a sociedade para nos ajudar a restabelecer os stocks tanto do hospital regional, como de toda a rede pública de saúde da nossa província”, sublinhou.
O chefe em exercício da hemoterapia do Hospital Regional do Huambo disse que, em situações urgentes de transfusão sanguínea, a unidade é obrigada a recorrer aos familiares do doente, uma medida bastante arriscada, uma vez que nem sempre os parentes de alguns pacientes vivem próximo do estabelecimento clínico.
“A situação de carência tem criado muitos constrangimentos ao funcionamento do bloco operatório, onde todos os dias são realizados, em média, quatro a cinco cirurgias, que exigem transfusão”, disse Joel José, que pediu a solidariedade das igrejas, Polícia Nacional, Forças Armadas Angolanas, partidos políticos e associações juvenis, no sentido de se mobilizarem para doarem sangue.
“A população precisa de conhecer a necessidade e a importância da doação de sangue na salvação de vidas em todas áreas dos cuidados de saúde, nomeadamente os prestados às mães e crianças, particularmente nos casos de hemorragias durante o parto”, esclareceu Joel José, que  considerou ser uma situação difícil para o hospital, sobretudo quando não há campanhas massivas de doação de sangue, restando toda a responsabilidade aos familiares dos doentes.
“Temos grandes necessidades em função da procura, precisamos de muito sangue, devido ao grande número de transfusões feitas diariamente, sobretudo em crianças com malária, pacientes traumatizados por acidentes e nos casos de cesarianas”, concluiu Joel José.

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