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Abastecimento de água é reforçado no Huambo

Victória Quintas | Huambo O abastecimento de água à do Huambo será reforçado, com a construção, a partir do rio Cunhoñgamua, de cinco centrais de distribuição, o que permitirá efectuar mais 17 mil ligações domiciliárias, abrangendo os bairros periféricos.

Cidade do Huambo e arredores vão contar em breve com mais ligações domiciliárias
Fotografia: DR

Actualmente existem no Huambo trinta e três mil ligações domiciliárias O presidente do Conselho de Administração da Empresa Provincial de Água e Saneamento do Huambo, Adolfo Elias, sublinhou que as escavações que estão a ser efectuadas em vários pontos da cidade fazem parte do programa de reforço do fornecimento de água.

“As escavações que vemos hoje são de uma conduta que ligará a central de distribuição da Cidade Alta, vinda da central de distribuição do Cahululu, arredores da cidade, para a central da Deolinda Rodrigues”, disse, acrescentando que a central da Deolinda Rodrigues vai ser conectada ao sistema actual da Cidade Alta, para reforçar a distribuição, que nesta altura recebe somente água do rio Culimahala, sendo a única fonte de abastecimento da cidade do Huambo.

“Teremos duas linhas de alimentação à central de distribuição da Cidade Alta, que atenderá toda a parte alta da cidade do Huambo, desde a zona do Aeroporto, Bairro Capango, Calomanda até ao São Pedro”, explicou.
O actual sistema de abastecimento de água, que parte da captação do rio Culimahala, é lançado em três direcções, designadamente a Central da
Cidade Alta, que abastece a maior parte dos bairros do centro da cidade, Central de distribuição da Rua do Comércio, que atende a cidade Baixa,
Benfica, Calilongue e reforça também o abastecimento ao bairro São Pedro, e a Central da Zona Industrial da Cuca, que abastece o tanque da
Cuca, atendendo toda a zona industrial, o bairro da Chiva e Bomba Alta.

A maior parte dos bairros periféricos, avançou Adolfo Elias, não está conectada ao sistema de distribuição por falta de rede, em virtude do sistema de fornecimento de água do Culimahãla não corresponder ao grande crescimento que a cidade regista.
O défice de abastecimento de água está na ordem dos 30 a 40 por cento.
Com o reforço vindo do rio Cunhoñgamua, explicou, a capacidade de abastecimento de água à cidade do Huambo passará para os 46 mil metros cúbicos por dia, que cobrirão grande parte das zonas da periferia, com a montagem de mais cinco centrais de distribuição, sendo projectos interligados.
A Central do Cahululu atenderá toda a área do Santo António, o R21 no Quartel Militar, ao passo que a Central do Belém do Huambo vai cobrir o Belém do Huambo, Casseques I, II, e III e o Dango.

A Central da Deolinda Rodrigues, que já está em construção, além de reforçar o bairro Santo António vai abastecer a zona da Fátima, Capango,
São Luís e Sassonde e reforçar a área do Aeroporto. A Central de distribuição do São João, cuja obra está concluída, abastecerá toda a área do São João, Bomba Baixa, o bairro 8 de Fevereiro (Ferrovia), reforçando igualmente o abastecimento à cidade Baixa.

Mais ligações domiciliárias

A Empresa Provincial de Água e Saneamento do Huambo vai efectuar em outras partes da cidade, com financiamento do Banco Mundial, mais de 21 mil ligações, com a previsão de, nos próximos tempos, chegar a 90 mil ligações domiciliárias, cobrindo totalmente o casco urbano e grande parte da periferia. “Há recursos hídricos suficientes para atender a população actual e futura da região do Huambo e Bié.

É necessário que se instalem infra-estruturas que acompanhem a dinâmica desse crescimento”, destacou Adolfo Elias.
As obras em curso no rio Cunhoñgamua, onde está a ser construído o novo sistema de tratamento de água da cidade do Huambo, são financiadas
através da linha de crédito da China.
O presidente do Conselho de Administração da Empresa Provincial de Água e Saneamento do Huambo sublinhou que depois de melhoradas as questões do abastecimento de água, uma particular atenção será dada ao tratamento dos resíduos líquidos produzidos nas moradias, que escoam para as fossas sépticas, no âmbito dos esforços do Executivo de prevenção ambiental.

No plano director gizado está prevista a recolha de águas residuais que serão encaminhadas para uma estação de tratamento, à semelhança da Centralidadedo Lossambo.

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