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Abate de animais só em locais próprios

Justino Vitorino | Huambo

As autoridades provinciais vão tomar medidas punitivas contra os cidadãos que continuarem a proceder ao abate de animais em locais impróprios, anunciou terça-feira, ao Jornal de Angola,  o chefe de departamento dos Serviços Veterinários do Huambo.

Objectivo das autoridades é evitar doenças provocadas pelo consumo de carne processada sem os cuidados requeridos para o efeito
Fotografia: Nicolau Vasco

Jorge Almeida disse que a medida surge pelo facto de o número de locais impróprios para abate de animais, com destaque para vacas, cabritos e suínos, estarem a aumentar de forma assustadora.
Jorge Almeida salientou que os autores de abates em espaços ilegais vão ser responsabilizados, com vista a desencorajar esta atitude e educar os consumidores a não continuar a consumir carne abatida nestes locais clandestinos e sem o mínimo de cuidados higiénicos e sanitários.
As medidas sancionatórias vão estender-se também aos vendedores ambulantes, que comercializam carne nas praças, pracinhas, ruas, ruelas e ao longo das estradas nacionais, disse Jorge Almeida, que   sublinhou que os Serviços de Veterinária no Huambo estão, neste momento, a desenvolver uma série de acções, no âmbito do Programa de Reordenamento das Actividades de Produção, Tecnologia e Indústria Animal.
Jorge Almeida acrescentou que se encaixam também nesta designação todas as actividades relacionadas com produtos de origem animal, desde o manuseamento, fabrico, exposição ou armazenamento. “Desde que sejam para o consumo humano, todas as actividades relacionadas com o seu manuseamento e outras ligadas à transportação, armazenamento e outros cuidados serão sujeitas a sanções”.
Nestas condições, disse Jorge Almeida, estão ainda os estabelecimentos que não reunirem requisitos, como os próprios produtores, que constituem o sector primário e responsáveis pelo encaminhamento para as fábricas, restaurantes, hotéis e similares, bares e churrascarias.
“A campanha de reordenamento destas actividades tem por objectivo fazer o levantamento destes estabelecimentos e licenciar aqueles que cumprem  a legislação, assim como dar a conhecer   os preceitos legais para  os indivíduos poderem praticar o comércio da venda de carne mais apropriadamente”, disse Jorge Almeida..

Atentado à saúde

No caso concreto do Huambo, Jorge Almeida disse existirem talhos e matadouros sem condições e a carne processada para ser comercializada é um atentado à saúde pública.Em função destes perigos, Jorge Almeida avisou que “quem continuar a insistir na prática de abate de animais em locais impróprios, as medidas passarão pela apreensão das carnes e a destruição dos referidos espaços, até que o processo seja encaminhado às instâncias judiciais”.
O Serviço Provincial de Veterinária no Huambo realiza, desde Dezembro último, uma campanha coerciva contra os locais impróprios de abate de animais para o consumo, com vista a desencorajar tais práticas e evitar doenças provocadas pelo consumo de carne processada sem os cuidados requeridos para o efeito.

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