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Abusos sexuais contra menores têm forte combate no Huambo

Juliana Domingos | Huambo

O governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua, apelou, na segunda-feira, à sociedade para um maior envolvimento nas acções que visam a promoção de um combate acérrimo contra os abusos e  a violência de menores.

Governador João Baptista Kussumua
Fotografia: Francisco Bernardo

João Baptista Kussumua falava durante uma marcha de repúdio contra abusos e violência de menores, realizada na capital do Huambo, com o objectivo de desencorajar tais práticas a nível da região e criar um clima saudável para os menores nos lares.
O governador Kussumua exortou também os pais e encarregados de educação para contribuírem para a protecção dos direitos das crianças, bem como reflectirem sobre alguns comportamentos negativos dos adultos, onde o abuso sexual se configura como um grande problema.
O director provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC) reconheceu que os casos de violência sexual contra menores tendem a diminuir na província, fruto do trabalho de mobilização e sensibilização que se tem feito nas comunidades, principalmente no meio rural. Aurélio Augusto apelou os munícipes para cultivarem igualmente o hábito pela denúncia de práticas que ferem os direitos das crianças, para que os autores possam ser punidos.
O director provincial do INAC referiu que a maior parte dos casos registados, entre Janeiro e Outubro, ocorreu no meio rural e envolveu membros da mesma família, com as vítimas a evitarem denúncias por causa de represálias da parte dos agressores.
Sublinhou que, a nível da província, os programas de luta contra abusos e violência sexual foram reforçados com palestras sobre temas ligados às medidas preventivas contra a gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis e com o papel da família na educação na adolescência.
O responsável considerou o abuso de menores como um grande problema que todos devem combater por atentar contra a segurança e o desenvolvimento integral da criança, família, sociedade, daí constituir uma ameaça contra a humanidade.
O director defendeu ainda a elaboração de um plano nacional de combate ao trabalho infantil, como documento orientador para todos os que intervêm no tratamento dos casos de abusos sexuais e de violação de menores. Aurélio Augusto é de opinião que vários crimes de violação de menores estão ligados à desestruturação das relações inter-familiares, às condições socioeconómicas, à pobreza e à miséria, entre outros factores. “É por força das necessidades socioeconómicas que muitos pais se vêem forçados a deixar os filhos com vizinhos ou, até mesmo, sozinhos em casa, aumentado, assim, o risco dos menores sofrerem abuso sexual, dada à falta de protecção dos seus progenitores.”

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