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Administrador defende rede de saúde ampliada na Galanga

Adolfo Mundombe| Galanga

O administrador adjunto da Comuna da Galanga, João Ricardo, disse na sexta-feira que o sector da saúde necessita urgentemente de uma rede ampliada e com mais qualidade, principalmente no capítulo médico e medicamentoso, com vista a dar resposta aos mais variados problemas de ordem sanitária.

Os habitantes desta localidade enfrentam dificuldades de vária ordem
Fotografia: Adolfo Mundombe

O administrador adjunto da Comuna da Galanga, João Ricardo, disse na sexta-feira que o sector da saúde necessita urgentemente de uma rede ampliada e com mais qualidade, principalmente no capítulo médico e medicamentoso, com vista a dar resposta aos mais variados problemas de ordem sanitária.
A par disso, aquela parcela do território do município de Londuimbali, província do Huambo, que possui 74 aldeias e seis ombalas, foi das mais afectadas pelo conflito armado e precisa de um impulso rumo ao crescimento, para a melhoria das condições de vida da população.
Nessa perspectiva, João Ricardo defende a construção de infra-estruturas sanitárias, que permitam reduzir, ou até acabar, as longas distâncias percorridas pelos seus habitantes entre a sede comunal e o hospital municipal, localizado na Comuna do Alto Hama, a cerca de 100 quilómetros.
Para já, o governo provincial do Huambo, no âmbito do programa de aumento e melhoramento da oferta dos serviços sociais básicos às populações, prevê construir, ainda este ano, um centro materno infantil e ampliar o centro de saúde, que futuramente vai ter capacidade para internar cerca de 30 pacientes.
João Ricardo revelou que existem em carteira outros projectos para a área da saúde, como a construção de postos de saúde nalgumas aldeias da Galanga.
Actualmente, os serviços sanitários na comuna são assegurados por um único centro de saúde, onde funcionam 17 técnicos, entre enfermeiros e auxiliares. A localidade necessita ainda de, pelo menos, um posto médico, com vista a monitorizar melhor o serviço.

Professores faltosos

No que toca ao sector da Educação, no presente ano lectivo foram matriculados, da iniciação à 9ª classe, um total de 8.661 alunos, distribuídos por 26 salas, estando as aulas asseguradas por 27 professores, na sua maioria residentes na comuna sede do Londuimbali. O chefe da repartição de Educação da Galanga, Emílio Tchilala, disse que a ausência de professores nas aulas é constante, facto que preocupa, não só as autoridades comunais, mas também a própria direcção provincial do sector.
Emílio Tchicala disse que muitas pessoas participam nos concursos públicos, mas depois de indicados para trabalhar na comuna fazem todos os esforços para serem transferidos para a sede municipal ou para a comuna do Alto Hama, alegando falta de condições na Galanga.
Esta situação é preocupante, uma vez que as crianças ficam muito tempo sem aulas, dificultando o cumprimento da programação lectiva e, principalmente, o processo de ensino e aprendizagem.
O sector da Educação, na Comuna da Galanga, na Huíla, necessita de 60 novos professores para fazer face às necessidades, revelou Emílio Tchicala, para quem a falta de material didáctico para a 5ª e 6ª classes é outro dos grandes problemas ali vivido.

Várias obras previstas    
 
Quanto às obras públicas, o administrador adjunto salientou que o plano da administração municipal do Londuimbali prevê a construção de mais escolas, residências para os técnicos de saúde, educação e funcionários administrativos. João Ricardo disse que a reabilitação das estradas secundárias e terciárias, no troço rodoviário que liga a Vila Franca do Keve e a comuna da Galanga, também fazem parte do leque de obras programadas para este ano, e cujas propostas foram já encaminhados para o governo provincial do Huambo, com vista a ser dado o devido provimento. Neste momento, está terraplanado o troço rodoviário entre a sede municipal do Londuimbali e a comuna da Galanga, facto que está a facilitar o escoamento de produtos agrícola e a circulação das pessoas.
No sector agrícola, João Ricardo disse que as calamidades que afectaram, durante o ano passado, vários hectares de terra cultivada e residências, ainda continuam a fazer-se sentir na vida das populações, pois muitas estão sem casa para morar.
Este ano, os camponeses da Galanga receberam inputs agrícolas, como fertilizantes, adubos e gado bovino, bens entregues pelas direcções provinciais da Agricultura e da Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA), que serviram para preparar a segunda fase da campanha agrícola 2010/2011.
Os camponeses na Galanga dedicam-se maioritariamente ao cultivo do milho, feijão, batatas doce e rena, além de diversas variedades de hortícolas.

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