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Agrónomos começam a defender teses

Um grupo de 55 novos engenheiros agrónomos que concluem os estudos na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo, começa em Novembro a defender as teses de fim de curso.

Futuros agrónomos vão ajudar na melhoria da qualidade dos produtos cultivados no país
Fotografia: Dombele Bernardo


O decano da instituição, Guilherme José Gonçalves Pereira, deu esta informação à Angop, por ocasião da abertura das VIII jornadas científicas da FCA, que decorrem até hoje, subordinadas ao tema “Estratégias para o aumento da produção agro-florestal em Angola”.
Estes 55 engenheiros agrónomos são os primeiros finalistas desde a criação da instituição académica, uma das mais antigas do país, mas que deixou de pertencer à Universidade Agostinho Neto, em 2009.
Em relação às jornadas científicas, o decano da FCA disse que se pretende promover o intercâmbio entre a actividade científica desenvolvida na Universidade José Eduardo dos Santos, centros de investigação e outras instituições voltadas para a ciência, além de servir para divulgar a realidade académica e científica do país.
“Apesar de ser uma área que requer bastante investimento, tanto em termos de equipamento como do ponto de vista de formação do homem, estamos a dar os primeiros passos neste domínio da investigação científica agro-florestal”, frisou.
A Faculdade de Ciências Agrárias, garantiu, tem feito tudo para o enriquecimento da pesquisa e investigação, e conta para tal com a experiência de professores angolanos formados em universidades de vários pontos do mundo e de estrangeiros que têm dado o seu contributo para o desenvolvimento da ciência angolana, com base na realidade dos seus países, que se repercute, em última instância, no desenvolvimento sustentável de Angola.
Guilherme José Gonçalves Pereira acrescentou que os trabalhos de investigação nem sempre são bem interpretados, exigindo resultados práticos a considerar, sem ter em conta os aspectos específicos das ciências agrárias, fundamentados num trabalho aturado, que começa na sala de aula, onde é adquirida a bagagem científica, através da revisão bibliográfica dos trabalhos iniciados por investigadores mundiais.
O decano explicou que depois da revisão se segue a parte prática, ou trabalho de campo, laboratórios e, posteriormente, a confirmação dos resultados científicos e a devida publicação, facto que, referiu, requer paciência e vontade por parte dos intervenientes.
Prova disso, salienta, é o facto de a Faculdade de Ciências Agrárias ter engenheiros formados na instituição a exercer cargos de direcção e chefia nos Institutos e Estações de Desenvolvimento Agrário, assim como noutras instituições da Administração do Estado.
Com a realização destas jornadas científicas, que estão a debruçar-se em painéis sobre “Produção agrícola”, “Produção e gestão florestal” e “Produção animal e pedagogia”, pretende-se impulsionar o intercâmbio de conhecimentos entre investigadores, técnicos, produtores e estudantes com interesse na produção agro-florestal e incentivar a discussão em torno da aplicação de práticas sustentáveis em ecossistemas agrícolas .

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