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“Aldeia Camela Amões” beneficia desfavorecidos

Miguel Ângelo

O Projecto Aldeia Camela Amões , localizada no município do Cachiungo, província do Huambo, tem como objectivo reformar 40 mil hectares em áreas de habitação, lazer, ensino, saúde e campos de produção agrícola, florestal, pecuária, zona industrial, ecoturismo e reserva de animais selvagens da província. Mas, para sustentabilidade do projecto, a meta é construir, até 2025, duas mil e 500 casas sociais, de modos a evitar o êxodo populacional.

Projecto do Grupo ASAS liderado por Segunda Amões prevê também o apoio às famílias camponesas no Cachiungo
Fotografia: Francisco Lopes | Edições Novembro | Huambo

De acordo com o presidente do Conselho de Administração do grupo ASAS, António Segunda Amões, que tutela o projecto, centenas de famílias já foram contempladas com "casas condignas, de 160 m2, com água e luz, 24/24. " Este projecto valoriza as pessoas mais carenciadas e desfavorecidas, incentivando-as empenharem-se nas actividades do campo e não só. Em suma é um projecto catalisador para não abandonarem as suas zonas de origem", disse.
"Desde 2014", acrescentou na mesma senda António Amões, "altura em que começamos o projecto, muitas famílias foram regressando às aldeias, porque acreditam que há boas perspectivas de vida nas localidades onde estamos a trabalhar".
O empresário reconhece tratar-se de uma "empreitada difícil", mas alega que sente-se "gratificado por estar a contribuir para a melhoria das condições de vida" dos seus concidadãos. " Um dos ganhos deste projecto é a ge-ração de mais de 600 postos de emprego, onde funcionam maioritariamente jovens residentes na aldeia e zonas circunvizinhas.

Aldeia Camela Amões 

A Aldeia Camela Amões foi fundada a 20 de Fevereiro de 1910 por Prata Camela Amões, neto do rei Ekuikui II. O fundador da aldeia, conforme reza a história, terá caminhado das zonas do reino do Bailundo para fixar-se na aldeia da Cavava, por volta de 1890, na última década do século XIX.

Prata Camela Amões, filho de Wungulu e de Natchom-bo, seguiu, vinte anos depois, para outro ponto desta re-gião do planalto, onde acabaria por fundar, a 20 de Fevereiro de 1910, a Aldeia Camela Amões.
Os habitantes da aldeia, estimados em 12 mil pessoas, têm como actividade principal a produção de batata rena e doce, feijão, milho, mandioca, ginguba, carvão,  hortícolas e a criação de gado bovino e caprino.

Apoio ao Executivo
 
O empresário António Segunda Amões  disse ao Jornal de Angola  que o Grupo ASAS está empenhado em ajudar o Executivo angolano no seu Programa de  Combate à Fome e à Pobreza,  investido  no meio rural, com a implementação do projecto de reforma e requalificação da Aldeia Camela Amões.  “Angola tem  potencialidades naturais para vencer o desafio de combate à fome e a pobreza, e  o nosso grupo não vai poupar esforços para ajudar as autoridades”, disse. 
 “O projecto Aldeia Camela Amões é um exemplo e indicador para suster  as assimetrias regionais e combater a fome em Angola” acrescentou.

Distinção nos Estados Unidos 

No passado mês de Junho, o Projecto Aldeia Camela Amões foi distinguido na Cimeira Global de Comércio e Investimento em África, realizada em Washington DC, nos Estados Unidos, pela sua ampla abrangência social na criação de sectores produtivos no meio rural e valorização das comunidades locais. 
O jornalista e escritor Sousa Jamba, que apresentou as valências do projecto naquele país, realçou que os participantes ao evento consideraram que as casas da Aldeia Camela Amões, expostas através de fotografias e projecção de vídeo, “chegam a ser melhores que muitas casas em zonas chiques da América”, pelas dimensões, praticabilidade das mesmas e o reduzido consumo de energia, feito à base de painéis solares.

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