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Alta qualidade na formação profissional

Vitória Quintas | Huambo

O Instituto Médio Politécnico do Cachiungo aposta na formação profissional dos jovens nas áreas da construção civil, electricidade e informática. A escola funciona desde 2009 e foi criada para preparar a juventude para o mercado de trabalho.

Centenas de jovens têm no município do Cahiungo cursos técnicos e profissionais de grande nível e quando concluem os cursos estão aptos a entrar no mercado de trabalho
Fotografia: Francisco Lopes

O Instituto Médio Politécnico do Cachiungo aposta na formação profissional dos jovens nas áreas da construção civil, electricidade e informática. A escola funciona desde 2009 e foi criada para preparar a juventude para o mercado de trabalho.
O director do instituto, Samuel Bandua Sabino, garante que foram criadas condições para garantir a qualidade da formação dos alunos e a qualificação constante dos professores: “para tal contamos com o apoio da empresa Lucis que para além de fornecer o material didáctico, dá formação aos técnicos que manuseiam os equipamentos e qualifica pedagogicamente os professores”.
Samuel Sabino referiu que a escola tem 702 alunos este ano lectivo, dos quais 177 fazem parte da formação profissional básica, distribuídos em turmas da sétima, oitava e nona classes. Os 525 alunos das turmas da décima, 11ª e 12ª classes fazem formação profissional média. O instituto lecciona nos turnos da manhã e da tarde.
A escola está equipada com 13 laboratórios: cinco de informática, um de química, um de física, um de electrotecnia, um de electrónica, um de ensaios de material de construção civil, um de máquinas e motores, um de electricidade. Tem igualmente três oficinas, uma das quais para ensaios de construção civil, uma de mecânica e outra de carpintaria e 16 salas para aulas teóricas.
A funcionar com 47 professores, a direcção do Instituto Médio Politécnico do Cachiungo pretende a partir deste ano lectivo garantir estágios profissionais e aulas práticas nas empresas locais, para que os alunos não se limitem às aulas nos laboratórios: “é importante ter contacto com indústrias e oficinas, para os alunos começarem a exercitar a sua profissão”.
Samuel Bandua Sabino disse que a direcção do instituto continua a reclamar porque precisa de mais professores: “para tudo funcionar devidamente precisamos de 73 professores. A escola tem falta de mestres sobretudo nas áreas técnicas, como mecânica, electricidade e informática. Estamos a racionalizar os poucos professores existentes, para que os alunos não fiquem sem aulas. Esperamos que a Direcção da Educação do Huambo enquadre no próximo concurso mais professores, pelo menos 28”. 
Questionado sobre o plano curricular do instituto, Samuel Sabino disse que foram introduzidos lentamente novos cursos, à medida que eram criadas condições e havia disponibilidade de professores. No primeiro ano arrancaram apenas com os cursos de electricidade e informática, na formação média. A formação básica começou com o curso de mecânica e informática. Este ano foi possível incluir todos os cursos previstos para a escola e funcionar de uma constante.
O director do Instituto Médio Politécnico do Cachiungo assegurou que para o transporte diário dos alunos dos seus locais de origem para as aulas há três autocarros, mas os encarregados de educação comparticipam com três mil kwanzas por mês. Cerca de 70 por cento dos alunos vêem do município do Huambo e os restantes são dos municípios da Chicala Cholohanga, Cachiungo e  Chinguar, da província do Bié.
A grande preocupação da direcção da escola tem sido o transporte para os professores que diariamente percorrem 130 quilómetros entre a cidade do Huambo e o município do Cachiungo.
O Instituto Médio Politécnico do Cachiungo tem um grupo gerador de 250 Kvs como única fonte de energia. O director disse que quando há uma avaria não é possível dar aulas práticas pois os equipamentos funcionam com corrente eléctrica.
“Temos estado a lutar para equipar o laboratório de mecânica. E pretendemos construir mais um pavilhão para fazermos as primeiras experiências em construção civil”, disse Samuel Bandua Sabino.

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