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Alunos com menor idade são abrangidos

Adolfo Mundombe | Huambo

O coordenador do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE) no Huambo disse ontem ao Jornal de Angola que o programa de ensino de adultos vai abranger também alunos com menor idade residentes nas comunidades rurais.

Pedro Manuel Tchiyaya informou que durante as visitas de constatação nos onze municípios, os sobas solicitaram às autoridades no sentido de inserirem no plano de alfabetização alunos menores de idade das aldeias, que não sabem ler e escrever. O programa prevê também a capacitação de alfabetizadores para que possam suprir a necessidade de professores nas comunidades rurais, muitas vezes provocadas pela fuga de alguns nos locais de trabalho, alegando falta de condições.
“Queremos acabar com a falta de professores causada pela fuga de alguns nas comunidades, porque existem muitos que aparecem duas vezes por semana e não permanecem no seu local de trabalho”, disse Pedro Tchiyaya.
O coordenador do PAAE disse que o ano lectivo começou bem, organizou-se o seminário de capacitação dos alfabetizadores nos onze municípios, cujas aulas tiveram início nos módulos I, II, III e o método “Sim eu posso”.  
 Pedro Manuel Tchiyaya disse que todas estas modalidades de ensino escolar de alfabetização estão desenvolvidas em todos os municípios da província, referindo que há muita adesão dos alfabetizados e as mulheres, como sempre, lideram nas escolas de alfabetização.
A secção de ensino de adultos da Direcção Provincial da Educação controla 1.316 professores, com contratos do Ministério da Educação e muitos destes são voluntários que recebem estímulo local, no valor de 20 mil kwanzas.
“Temos como principal preocupação os recursos humanos, material informático e a falta de transporte para as deslocações às áreas distantes”, realçou. O Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar no Huambo conta com parceiros da  brigada Hoji-ya-Henda, da OMA, igrejas, capelinhas e dos comités de acção que aproveitam as escolas nas horas livres do período das aulas.
“Temos o material suficiente para assegurar as escolas de alfabetização existentes na província e já estamos a distribuir cadernos, lápis, borrachas, pranchetas, manuais do módulo e do método “Sim eu posso”, manuais de língua Umbundu e novos quadros pretos”, concluiu.

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