Províncias

Angola é exemplo a nível do mundo

Justino Vitorino | Huambo

O administrador do município do Huambo, José Luís de Melo Marcelino, destacou a paz como um dos maiores ganhos dos 35 anos de independência que o país comemora no dia 11 de Novembro.

Uma estrada nacional a ser reabilitada dentro do programa de reconstrução nacional que vai permitir a circulação de pessoas e bens
Fotografia: Jornal de Angola

O administrador do município do Huambo, José Luís de Melo Marcelino, destacou a paz como um dos maiores ganhos dos 35 anos de independência que o país comemora no dia 11 de Novembro.
Falando em exclusivo ao Jornal de Angola, José Luís de Melo afirmou que foi com o alcance da paz que o país começou a criar fortes mecanismos para o relançamento da economia do país, rumo aos desafios da reconstrução nacional.  
“O governo tem feito esforços enormes para relançar a economia, a reabilitação e a construção de infra-estruturas sociais, como estradas, escolas, redes eléctricas, pontos de água, postos e centros de saúde, entre outras, melhorando a oferta destes serviços às populações”, realçou.  
O administrador considera que apesar de muitos esforços terem sido desenvolvidos, a província do Huambo ainda está no princípio do desenvolvimento e exemplificou a situação do município sede, que antes da independência tinha uma população estimada em 400 mil pessoas e hoje conta com mais de um milhão.
“Se fizermos uma progressão geométrica em termos de números, de certeza que triplicamos o número da população mas não triplicámos as infra-estruturas.” No entanto, prosseguiu, “estamos seguros que poderemos fazer mais coisas. O importante foi termos conseguido a paz, que para os angolanos constitui um verdadeiro exemplo para os outros povos”.
“A nossa guerra acabou num dia e no dia seguinte tínhamos a paz, e isso, acho eu, é um exemplo como não houve em nenhuma parte do mundo”, frisou.
Segundo o governante, o país ficou praticamente despido de quadros. Com excepção para os que vieram com os movimentos de libertação, a maior parte das pessoas que ficaram no país tinha pouca formação académica e outros que andavam a estudar deixaram de o fazer, razão pela qual reconhece terem sido anos muito difíceis para o país se reconstruir.
“Se vocês se recordarem, em 1975 arranjar uma secretária dactilógrafa era muito difícil, havia poucos enfermeiros, médicos e pessoas com formação superior. A maior parte das províncias ficaram despidas mesmo de funcionários de nível médio e superior”, esclareceu.   
“Neste momento, podemos gabar-nos de não haver muitos países em África como Angola, que tem a quantidade e a qualidade de formação de quadros a todos os níveis e que conseguem mostrar os índices de desenvolvimento que Angola apresenta”.

Tempo

Multimédia