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Área de hemodiálise recebe todos os dias dezenas de doentes

Tatiana Marta| Huambo

O chefe interino do Centro de Hemodiálise do Huambo, enfermeiro Glório José Mande, disse ontem que aquela unidade, afecta ao hospital geral, regista, nos últimos meses, elevado número de doentes provenientes das vizinhas províncias do Bié, Benguela, Huíla, Cuando Cubango, Cuanza Sul e Namibe.

Fotografia: Dombele Bernardo|Edições Novembro

Segundo Glório José Mande, 120 doentes são atendidos em consultas externas, todos os dias, com insuficiência renal crónica, e 95 recebem assistência médica regular, em três secções de diálise por semana.
Dos 120 pacientes que acorrem diariamente às consultas, o enfermeiro-chefe disse que apenas metade tem residência fixa na província do Huambo, os outros são de províncias vizinhas.
“A maior parte dos doentes com insuficiência renal crónica ou aguda em tratamento no centro adquiriu a doença por via da hipertensão arterial não controlada e do mau uso de medicamentos”, esclareceu Glório José, acrescentando que o centro recebe pacientes dos 20 aos 60 anos.
A unidade hospitalar está equipada com tecnologia moderna, realçando que o tratamento feito nesta unidade é de qualidade e aceitável e obedece aos padrões internacionalmente exigidos.
Glório José Mande lamentou o facto de muitos doentes apresentarem-se ao centro já em estado grave e outros deixarem de fazer as sessões de hemodiálise por razões até agora desconhecidas pelos especialistas.
O centro de hemodiálise da cidade do Huambo possui 20 rins artificiais e tem capacidade para atender diariamente 120 pacientes. A unidade conta com áreas de neurologia e clínica geral e o seu funcionamento é garantido por três médicos, um dos quais psicólogo, e 20 enfermeiros.

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