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Aumentam casos de exploração de menores

Adolfo Mundombe | Huambo

O Governo Provincial do Huambo está preocupado com aumento do número de menores a exercerem actividades de venda ambulante nas ruas da cidade e vilas da província, disse sexta-feira o chefe da secção da administração e serviços do Instituto Nacional da Criança (INAC).

Governo do Huambo está preocupado com o aumento do número de crianças fora da escola e a exercerem actividades de venda ambulante
Fotografia: Daniel Benjamim | Luena

O Governo Provincial do Huambo está preocupado com aumento do número de menores a exercerem actividades de venda ambulante nas ruas da cidade e vilas da província, disse sexta-feira o chefe da secção da administração e serviços do Instituto Nacional da Criança (INAC), Aurélio Augusto.
 Aurélio Augusto afirmou que este ano o INAC vai redobrar esforços, com a realização de campanhas de sensibilização, colóquios e palestras nas comunidades, sectores, zonas e bairros, para reduzir as vendas ambulantes por menores nas ruas dos centros urbanos e os inserir no sistema normal de educação e ensino.
A exploração do trabalho infantil, disse Aurélio Augusto, tem sido incentivada por alguns pais e encarregados de educação que “põem a criança em situação de risco físico e psicológico, impedem que frequentem a escola” e “acabem por estar ocupadas com trabalhos em que são para os adultos”.
 Segundo Aurélio Augusto, existem casos em que as crianças são usadas para roubos de telefones, carteiras de bolso e residências e outras como empregadas de limpeza e domésticas, “em violação dos direitos e deveres da criança”.
 Noutros casos, as crianças desamparadas são acusadas de feitiçaria pelos seus próprios encarregados de educação no seio familiar, “prática que faz com que muitas crianças se aliem a outras que já se encontram nas ruas e se entreguem ao uso de drogas e o álcool”.
 “Estas situações prejudicam o bem-estar físico e moral da criança. Uma família desestabilizada economicamente tende a incentivar os seus filhos a mendigar.
 Com isso, a criança ganha o gosto pelo dinheiro, e não pelos estudos”, afirmou Aurélio Augusto.   
O instituto nacional da criança (INAC) na província do Huambo trabalha com crianças dos zero aos 18 anos, apoia os centros de acolhimentos de crianças desfavorecidas e creches, aplicando as políticas e medidas traçadas pelo Executivo angolano, no cumprimento dos “11 Compromissos com a Criança”.

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