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Aumento de casos de hipertensão preocupa especialistas no Huambo

Tatiana Marta|Huambo

O director clínico do Hospital Geral do Huambo, Armando Tchipassa, mostrou-se, na semana finda, preocupado com o aumento de casos de hipertensão arterial na província.

Controlo da tensão começa pela medição
Fotografia: Jornal de Angola

O director clínico do Hospital Geral do Huambo, Armando Tchipassa, mostrou-se, na semana finda, preocupado com o aumento de casos de hipertensão arterial na província.
Armando Tchipassa aconselha as pessoas à prática de actividades físicas, para manter o peso, reduzir o consumo de álcool e do sal, evitar o consumo de tabaco e de gorduras animais e privilegiar o consumo de frutas e verduras.
O Hospital Geral do Huambo, segundo Armando Tchipassa, diagnosticou 346 casos de hipertensão arterial, desde o princípio do ano. Dos referidos casos, acrescentou, nove terminaram em morte. De acordo com o director clínico do Hospital Geral do Huambo, a doença se manifesta através de cefaleias, conhecida vulgarmente por dores de cabeça, palpitações, insónias e dores do coração.
“A hipertensão arterial é uma doença grave e se não for tratada a tempo provoca alterações no organismo, que podem produzir lesões orgânicas, originar a redução de peso, produzir enfartes, insuficiência cardíaca, edema aguda e insuficiência renal aguda ou crónica que impliquem hemodiálise, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) trombótico ou hemorrágico”.

A doença em crianças

Artmando Tchipassa disse que a doença existe também em crianças ou recém-nascidos.
“Existe grande desconhecimento por parte da população de que pode haver nas crianças elevação de pressão arterial acima dos níveis normais, quadro com risco de vida, ou algumas sequelas neurológicas”, explicou. Armando Tchipassa disse que, para se evitar hipertensão na infância, é necessário manter o peso corporal normal, evitar obesidade, consumir uma dieta rica em frutas, verduras e reduzir ingestão de gorduras. “A criança com hipertensão sente forte dor de cabeça, dor no peito, irritabilidade e choros persistentes”, explicou Armando Tchipassa.

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