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Bailundo tem disponíveis novos serviços

Tatiana Marta e Marcelino Dumbo| Huambo

O Hospital Municipal do Bailundo, na província do Huambo, vai dispor, a partir de hoje, de um centro de hemodiálise e de um bloco operatório, disse o director provincial da Saúde, Frederico João Juliana.

Um pormenor do município do Bailundo que em breve vai contar com um centro de hemodiálise para permitir que os pacientes da província sejam assistidos localmente
Fotografia: Maria Augusta

O responsável esclareceu que o centro de hemodiálise vai assistir em média, diariamente, 40 pacientes com insuficiência renal das províncias do Huambo, Bié, Kwanza-Sul, Huíla e Kuando-Kubango.
O director provincial Frederico Juliana esclareceu que o centro de hemodiálise vai ser uma mais-valia para algumas províncias, pois está equipado com tecnologia-de-ponta e conta com profissionais competentes. Sobre o bloco operatório, disse que o hospital está devidamente apetrechado, com serviços assegurados por médicos ginecologistas, obstetra, anestesista e um especialista em reanimação. O director provincial da Saúde apelou à população do Bailundo para cultivar o hábito da doação de sangue, uma vez que a hemoterapia do hospital só é totalmente funcional se tiver reservas de sangue para apoio do bloco operatório.
A par do centro de hemodiálise e do bloco operatório do Hospital Municipal do Bailundo, vai ser inaugurado na província do Huambo o Laboratório Nacional de Entomologia, unidade vocacionada para o estudo das causas e da prevenção da malária. O Laboratório Nacional de Entomologia, o quarto em África, vai atender os pacientes da região centro e sul do país.

Cólera  no Huambo

 
O chefe do Centro de Tratamento da Cólera, no Huambo, Maurício Kassoma, garantiu terça-feira que estão criadas todas as condições para acudir possíveis casos de cólera e outras doenças diarreicas. O responsável assegurou que existem técnicos e medicamentos para enfrentar a situação. Neste momento, existem equipas nas principais unidades sanitárias da província para tratar os pacientes. Maurício Kassoma defende a criação de instalações próprias, equipadas e seguras para doentes de cólera, tendo em conta a especificidade da enfermidade.
Neste momento, a direcção provincial da Saúde leva a cabo uma série de campanhas de sensibilização junto das populações para que estejam prevenidas, passando informações sobre os sintomas, factores de risco, formas da transmissão e o recurso ao tratamento.
Nestas campanhas, as autoridades sanitárias da província contam com parceiros nacionais e internacionais, com destaque para organizações não-governamentais, igrejas e autoridades tradicionais. Apesar deste esforço das autoridades, o chefe do centro disse que é necessária a intervenção de todos na prevenção da doença, desde educadores nas escolas, fiscais de mercados formais e informais, missionários, jornalistas, entre outros membros da sociedade. Maurício Kassoma apontou a ingestão de águas e de alimentos contaminados, o contacto com pessoas mortas por cólera, como factores de risco.
O chefe do Centro de Tratamento de Cólera afirmou que os municípios do Mungo, Tchindjendje, Londuimbali e a comuna da Catata (Caála) vão merecer maior atenção dos técnicos, por constituírem os principais pontos suspeitos de penetração da doença na província do Huambo.
Este ano, os primeiros casos da doença no Huambo surgiram nos bairros da Munda, Macolocolo, São José, Canata, Bom Pastor e Benfica, arredores da capital da província.

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