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Caála é a região da província onde existe mais absentismo

O município da Caála é o que mais professores ausentes regista nas escolas da província do Huambo, revelou sábado o director provincialda Educação, Ciência e Tecnologia, Manuel Sampaio do Amaral, ao apresentar o balanço provisório do processo de cadastramento do sector levado a cabo desde a primeira semana do mês passado.

Aulas comprometidas pela falta de docentes
Fotografia: Maria Augusta

Durante a deslocação da equipa técnica do processo de cadastramento ao município da Caála verificou-se a ausência, por razões desconhecidas, de 1.144 professores, indicou Sampaio do Amaral.
Depois da Caála, os municípios com mais professoresque se furtam ao dever de dar as aulas são o Mungo, com 170 ausentes, Longonjo (94), Chinjenje (58) e Ecunha (54).
O director provincial presume que a ausência destes professores no acto de cadastramento, de carácter obrigatório, tenha a ver com o facto deles não existirem ou estarem doentes sem justificação ou, ainda, terem sido transferidos ilegalmente para outras escolas.
O directorprovincial mostrou aindapreocupação com o elevado número de docentes registados no Huamno mas que também exercem a profissão em outras províncias ou são funcionários públicos em outros sectores, situação que está a ser analisada, referiu. Alguns destes apresentaram-se no dia do cadastramento, mas os seus dados de identificação não foram assumidos pelo sistema de gestão integrada financeira, por já terem sido cadastrados por outra instituição pública. No município do Longonjoforam detectados 126 professores nestas condições, 113 no município do Ucuma e 105 no município do Chinjenje.
O director disse que outra irregularidade notada durante o cadastramento, que encerra no próximo dia 28, tem a ver com o facto de muitas escolas da 5ª e 6ª classe terem as aulas asseguradas apenas por dois professores, quando o normal é um, por ser serem do Ensino Primário, como reza a Reforma Educativa.

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