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Cães vadios são recolhidos

Mário Clemente| Huambo

Um total de 243 cães vadios foram recolhidos desde o início do ano, na cidade do Huambo, para evitar a propagação de doenças como a raiva, anunciou o chefe do Canil Municipal.

Cães vadios e macacos estão a ser recolhidos para evitar a propagação de doenças
Fotografia: Eduardo Pedro

Mauro Saldanha afirmou que, até Setembro, o canil já recolheu um número elevado de cães que vadiavam pelas ruas da cidade. No primeiro trimestre, foram capturados 46 cães, no segundo 51, e no último trimestre 146.
Este foi o primeiro canil a ser construído depois da guerra e único na província. A unidade conta apenas com uma viatura para a captura de animais e trabalha com seis homens.
“Estamos a envidar esforços para ampliar o canil, uma vez que apenas tem capacidade para acolher 30 animais.
Como é sabido, não podemos manter encarcerados durante muito tempo os cães, por falta de condições, como alimentação e água”, realçou. O número elevado de cães vadios, explicou, tem a ver com a mentalidade das pessoas, que se têm recusado a manter os seus animais acorrentados em casa, facilitando, deste modo, a sua proliferação nas ruas.
Perante esta situação, Mauro Saldanha alertou para a necessidade de as pessoas, sempre que notarem alguma mudança de comportamento nos seus animais, os levarem aos serviços veterinários ou ao canil para serem abatidos.
“Só assim estamos a cumprir as nossas obrigações, pois caso contrário torna-se difícil”, advertiu. Depois de capturados, os animais são abatidos e cremados
Neste momento, as capturas, que incluem gatos e macacos, apenas são feitas no município do Huambo, sobretudo nas zonas do Cavongue, Bom Pastor, São João, Bomba Alta, Bairro de Fátima, Rua Bié, São Pedro, Calomanda, Munda, São José, São Bento, Chiva, Aviação Benfica e a Santa Iria, os bairros com mais cães vadios.

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