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Camponeses com falta de ferramentas

Adolfo Mundombe | Cambuengo

A comuna de Cambuengo, na província do Huambo, aguarda por grandes investimentos no sector da Agricultura para voltar a produzir em grande escala várias culturas, como em tempos idos, disse o administrador adjunto da circunscrição.

Agricultores enfrentam problemas provocados pelo atraso na entrega de adubos
Fotografia: João Gomes

Jerónimo Tchitunda disse ao Jornal de Angola que a comuna precisa de mais infra-estruturas para atingir os níveis de produção preconizados e desenvolver a região, que no passado foi uma das maiores produtoras de feijão, milho, mandioca, batata-doce e rena.
O feijão é o produto que tem facilitado as trocas comerciais e que permite que os camponeses da localidade adquiram bens de primeira necessidade.
Os camponeses têm enfrentado sérios problemas, sobretudo  nas épocas agrícolas, provocados pelo atraso na entrega e insuficiência dos adubos, para atender as mais de 400 famílias envolvidas nesta actividade.
"Os fertilizantes são fornecidos pela Direcção Provincial da Agricultura, mas como a distribuição não tem sido feita com regularidade, algumas pessoas aproveitam-se da situação para comercializar adubos a preços especulativos", disse.
Na presente campanha agrícola, que arrancou oficialmente em Novembro, a comuna recebeu, nesta primeira fase, quantidade insuficiente de fertilizantes.
A localidade tem falta de infra-estruturas para acomodar os funcionários da Administração, professores, enfermeiros e técnicos que trabalham na região e muitos deles têm as suas residências na cidade do Huambo e noutras municipalidades.
As casas evolutivas construídas para cidadãos de baixa renda, num total de 24, no âmbito da melhoria das condições básicas sociais das populações, são insuficientes.

Comércio na região

A falta de investimentos na comuna faz com que o comércio seja precário, baseado apenas em pequenos negócios que servem como sustento de algumas famílias. “Apelamos aos investidores, empresários e pessoas singulares, no sentido de investirem na região, principalmente no sector agrícola e comércio, para evitar que a população se desloque às vizinhas vilas do Mungo, Bailundo e até à cidade do Huambo em busca de bens de primeira necessidade”, referiu Jerónimo Tchitunda. Quanto ao fornecimento de água, a situação está normalizada. Foi construído há três anos na região um sistema de captação e de distribuição.
Na localidade foram também montados dois chafarizes, com as respectivas lavandarias.
Em termos de energia eléctrica, a comuna de Cambuengo é alimentada por um grupo gerador de 75 kvas, que fornece energia das 17h30 às 21h00.
O Plano de Desenvolvimento Económico-Social para a comuna de Cambuengo contempla a recuperação das vias terciárias que ligam a sede às ombalas, a via Cambuengo/Mungo e a estrada Cambuengo/Calucinga.
Uma escola com seis salas foi construída em cada ombala, residências para professores e postos de saúde. O autoridades têm  ainda em vista vários projectos.

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