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Camponeses do município recebem artigos agrícolas

Justino Vitorino | Mungo Alfaia

As autoridades do município do Mungo, no Huambo, forneceram ontem vários instrumentos agrícolas e sementes a mais de 12 mil famílias camponesas, no âmbito do programa de combate à fome e à pobreza.

As autoridades do município do Mungo, no Huambo, forneceram ontem vários instrumentos agrícolas e sementes a mais de 12 mil famílias camponesas, no âmbito do programa de combate à fome e à pobreza.
O administrador municipal, António Coutingo, disse ao Jornal de Angola que os camponeses, associados em diversas cooperativas, comprometeram-se a redobrar a produção e, em função disso, referiu, o governo provincial resolveu apoiá-los com vários instrumentos agrícolas, como catanas, charruas e enxadas, com sementes para hortícolas, assim como adubos, amónio e ureia.
O governo da província, dentro do seu plano de acção, orientou o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), a prestar apoio aos camponeses, sobretudo no fornecimento de inputes agrícolas, com vista a facilitar as actividades no campo.
O município possui fortes potencialidades agro-pecuárias mas o responsável considera que as terras não têm sido bem aproveitadas e a produção agrícola decaiu bastante, fruto do conflito armado. “O governo tem estado a convencer os empresários a investirem no Mungo”.
O município do Mungo conta com um único estabelecimento de venda a grosso e a retalho de produtos acabados, facto que vai criando uma espécie de monopólio nesta área de comércio, porque os empresários não investem na área, mas o governo continua a sensibilizá-los para montar as suas estruturas naquela circunscrição. 
Outro facto que preocupa o administrador do Mungo tem a ver com a inoperância do crédito de campanha agrícola, já que até à presente data os camponeses da região não beneficiaram ainda do mesmo.
Os agricultores inscritos, quer nas 30 associações de camponeses, quer nas 42 cooperativas seleccionadas para o efeito continuam na expectativa em ver resolvida a questão dos créditos.

  Sector da Saúde

No âmbito do programa municipal integrado de desenvolvimento rural, estão a ser construídos e reabilitados centros e postos de saúde em várias comunas e aldeias.
Neste momento, a rede sanitária a nível do município do Mungo é assegurada por quatro postos e três centros de saúde, para além de um hospital municipal, com capacidade para internar 60 pacientes.
O sector da Saúde controla mais de 200 técnicos de nível médio, básico e ainda os auxiliares. O administrador António Coutingo informa a sociedade em geral que o Mungo necessita urgentemente de médicos e mais técnicos de saúde para fazer face às necessidades da população.
A grande preocupação no sector da Educação prende-se com a falta de instalações para acomodar os alunos do segundo ciclo.
A entidade máxima da região disse que a situação tem vindo a preocupar a administração municipal e os encarregados de educação e que os alunos do segundo ciclo escolar são obrigados a deslocar-se até ao município vizinho do Bailundo para assistirem às aulas, devido à falta de infra-estruturas.
Como forma de suprimir essa carência, o governo da província do Huambo e a direcção da Educação estabeleceram um plano para a construção, ainda este ano, de uma escola para alunos do segundo ciclo, com 20 salas. No presente ano lectivo, segundo dados avançados pelo administrador, o sector da educação do município do Mungo matriculou mais de 32 mil crianças, cuja maioria assiste às aulas em lugares impróprios, como em capelas, jangos e igrejas.

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