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Campos da Cerâmica estão livres de minas

Justino Vitorino|Tchicala- Tcholohanga

Três campos das aldeias de Cerâmica, Tchitaka e Satiavala, no município da Tchicala Tcholohanga, foram formalmente entregues, na semana passada, livres de minas, pela  Empresa Britânica de Desminagem, “The Hallo Trust”, aos camponeses.

Três campos das aldeias de Cerâmica, Tchitaka e Satiavala, no município da Tchicala Tcholohanga, foram formalmente entregues, na semana passada, livres de minas, pela  Empresa Britânica de Desminagem, “The Hallo Trust”, aos camponeses.
Na cerimónia da entrega oficial das três áreas, a administradora municipal da Tchicala- Tcholohanga, Benvinda Naculembe, afirmou, ao Jornal de Angola, que “o gesto da Hallo Trust representa um grande passo tanto para a administração como para as populações, que podem voltar a trabalhar as lavras”.
Cerca de 96.369 metros quadrados ficaram livres de minas naquelas aldeias, depois de terem sido destruídos mais de 39 engenhos explosivos, entre minas anti pessoal e anti tanque e munições de diversos calibres.
“Acabamos de receber o relatório que confirma o fim dos trabalhos de desminagem realizados nos três campos e isto satisfaz-nos porque significa que, a partir de agora, estão criadas condições para as populações daquelas aldeias poderem aumentar as áreas de cultivo”, confirmou.  Os trabalhos de desminagem nas aldeias de Cerâmica, Tchitaka, e Satiavala começaram em Maio de 2010 e terminaram em Novembro. O chefe da base da Hallo Trust no Huambo disse que os campos entregues vão beneficiar 344 famílias. Aurélio José revelou que, de 1995 a 2010, a Hallo-Trust destruiu 15.242 mina anti pessoal e 45 minas anti tanque num total de   25.734 engenhos explosivos.
Em termos de áreas minadas, a organização limpou mais de 3,6 milhões de metros quadrados, que estão a ser aproveitados para a agricultura.
Benvinda Naculembe assegurou que, com a desminagem,  alguns problemas podem ser resolvidos a breve trecho e a circulação de pessoas e bens ser um facto na zona Norte e Sul do município.
“Era bom que, nos próximos tempos, os munícipes pudessem ver também livres de minas o troço que liga a sede do município às comunas do Sambo, Samboto e Mbave para haver livre circulação de pessoas e mercadorias”, disse.     
Aurélio José referiu os municípios de Tchindjendje, Ukuma, Caála e Londuimbali como as áreas mais desminadas.
Neste momento, frisou, as atenções da ONG estão viradas para o município da Tchicala-Tcholohanga, comuna do Sambo, e para a zona do Calicoqui, arredores do município sede do Huambo.

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