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Casa desaba e faz vítimas mortais

Marcelino Dumbo e Victória Quintas | Huambo

Quatro pessoas da mesma família, entre elas duas crianças, morreram, na segunda-feira, no bairro da Galileia/Camunda, na cidade do Huambo, em consequência do desabamento de uma casa provocado pelas chuvas que caiem diariamente na província.

Quatro pessoas da mesma família, entre elas duas crianças, morreram, na segunda-feira, no bairro da Galileia/Camunda, na cidade do Huambo, em consequência do desabamento de uma casa provocado pelas chuvas que caiem diariamente na província.
António Barros, um dos membros da família sinistrada, disse que o desabamento se deu por volta das 3h00, quando as vítimas mortais, pais e filhos, se encontravam a dormir, tal uma criança do sexo feminino, que ficou gravemente ferida.
Por falta de socorro imediato, lamentou, morreram quatro pessoas e uma menina encontra-se nos cuidados intensivos no Hospital Central do Huambo.
O administrador municipal do Huambo, José Luís Marcelino, afirmou que o governo da província está disposto a apoiar a família das vítimas, custeando as urnas e as outras despesas do funeral.
O chefe de Protecção dos Serviços de Bombeiros, João Ricardo, disse que a instituição tem realizado sessões de sensibilização junto das populações, alertando-as para o perigo de se construir em zonas de risco.
Muitas vezes, garantiu, os bombeiros não socorrem mais depressa as vítimas porque as construções anárquicas tornam intransitáveis as vias de acesso.
 
Cadáveres abandonados na morgue do Huambo  
 
A Associação de Mulheres Solidárias realizou, no fim-de-semana, um funeral de 18 corpos abandonados na morgue do Hospital Regional do Huambo. A cerimónia fúnebre foi orientada pelo pastor da Igreja Fé Apostólica, Rafael Kapiñgala. 
A secretária da Associação de Mulheres Solidárias no Huambo, Justina Eculica, disse  que a realização dos funerais só foi possível graças ao apoio do Banco de Poupança e Crédito, de empresários da região, de entidades religiosas e do governo da província, que disponibilizaram verbas para a compra das 18 urnas
Justina Eculica manifestou-se preocupada com o elevado número de corpos abandonados na morgue do Hospital Central.
 “Dos 18 corpos, 11 são adultos, dois deles do sexo feminino, e sete de recém-nascidos”, frisou.
Ao todo, este ano, foram abandonados na morgue do hospital 140 corpos.
Uma das principais actividades da Associação de Mulheres Solidárias é ajudar os doentes incapazes de gerir as próprias vidas.

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