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Casos de mordedura diminuem na região

Mário Clemente| Huambo

Os casos de mordedura de cães vadios diminuíram no primeiro semestre deste ano, de 600 registados no mesmo período do ano passado para 300, na província do Huambo, disse ontem,   o chefe de departamento dos Serviços Veterinários.

Fotografia: Paulo Mulaza|Edições Novembro

Teodoro Jorge de Almeida afirmou que os veterinários notaram um decréscimo significativo de 50 por cento, como resultado das campanhas de sensibilização   sobre os cuidados e gravidade das doenças resultantes das mordeduras de cães, sobretudo vadios, e da necessidade de se manterem todos os animais nos quintais.
“Este ano, registámos um decréscimo de 50 por cento,  uma redução drástica que mostra que as pessoas estão a acatar, com seriedade, as nossas orientações e os donos dos animais tomaram consciência da gravidade da raiva e fecharam os seus animais em casa”, disse Teodoro Jorge de Almeida,  que informou  que em 2016 os Serviços Veterinários registaram  6.055 casos de mordeduras a nível da província do Huambo, sendo 5.211 ataques feitos por cães, 461p or gatos e 41 por macacos. Registaram-se igualmente 82 picadas de insectos, 70 casos de mordedura de humanos e 190 casos em que estão incluídos mordeduras por roedores e picadas de cobras.

Faixas etárias mais expostas


Teodoro Jorge de Almeida  salientou que, no ano transacto, foram encaminhados para os serviços de saúde, para vacinação antitetânica, 5.134 casos e, para vacinação anti-rábica e tratamento com vacina e soro anti-rábico, 485 casos. Foram também enviados para os serviços de saúde 74 casos de picadas de serpentes, que foram tratados com antídotos.
Os casos com maior incidência registaram-se na faixa etária dos zero aos 15 anos, dos quais 2.737 são de mordeduras, seguidos da faixa dos 16 aos 25 anos, com 1.234 casos, 26 aos 35 anos, com 1.118 casos, 36/45 anos, com 593 casos, 46/55 anos, com 373 casos, e dos 56 aos 90 anos, com 374 casos.
De acordo com o veterinário, a faixa dos zero aos 15 anos é a que está mais exposta, por se encontrarem mais tempo na rua, expostos aos cães vadios e também por falta de cuidados: “Dos números registados constam  casos de outras províncias,  como a Huíla, com dez casos, Bié, 54 casos, Cuanza Sul, 5 casos, Benguela,sete casos, Cuando Cubango, seis casos e Namibe um caso”, acrescentou.
 Dos casos registados 16 resultaram em óbitos no município do Huambo, nas comunas do Sambo e Samboto, no município da Chicala Choloanga e no município da Caála, apontou Teodoro Jorge de Almeida,  que explicou que  os Serviços Veterinários vacinaram 12.000 animais em Janeiro,  , 9.000 em Fevereiro e no mês de Março 8.341 animais, entre os quais 356 gatos e 16 macacos, num posto fixo montado na cidade.
 “ Embora não estejamos a fazer a campanha de vacinação anti-rábica dentro do esquema que tem que se fazer, temos o posto fixo do município sede aberto e nas nossas representações municipais também temos postos fixos a vacinar permanentemente”, concluiu o chefe de departamento dos Serviços Veterinários,Teodoro Jorge de Almeida .

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