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Casos de violência doméstica tendem a aumentar na região

Tatiana Marta | Huambo

A chefe de departamento para a política familiar da Direcção Provincial do Huambo da Família e Promoção da Mulher, Aldina Sicato, mostrou-se preocupada com o aumento de casos de violência doméstica na região, sobretudo os relacionados com abusos sexuais a mulheres, fuga à paternidade, acusação de feitiçaria, agressões físicas e privação de bens.

Para a resolução destes conflitos, Aldina Sicato é de opinião que o diálogo é a melhor via e aconselha os cidadãos a denunciarem os casos quando estiverem confrontados com qualquer situação do género.
Paralelamente a isso, pede a todas as famílias para participarem nas campanhas de sensibilização e palestras, para diminuir os casos de violência nas comunidades.
A Direcção Provincial do Huambo da Família e Promoção da Mulher, em parceria com algumas ONG, igrejas e autoridades tradicionais, está a realizar campanhas de divulgação dos instrumentos jurídicos nacionais e internacionais que visam combater a violência doméstica, bem como resgatar os valores morais e cívicos.
“Há necessidade de a sociedade unir-se para encontrar soluções que visam banir este fenómeno, cujas principais vítimas têm sido as crianças e as mulheres”, afirmou.
A responsável realçou que a violência doméstica é um fenómeno social que infelizmente tem estado a crescer no país e daí a necessidade de se criarem mecanismos para combatê-la. Aldina Sicato explicou ainda que a violência doméstica apresenta-se como uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos, pois ocorre no seio familiar, onde se adquirem os mais básicos princípios e valores cívicos e morais, que norteiam uma sã convivência dos cidadãos.

Homens quebram tabus

O sociólogo Adolfo Madureira, interpelado pelo Jornal de Angola, é de opinião que o uso excessivo de bebidas alcoólicas, a perda dos valores morais e cívicos, bem como a negligência por parte da juventude têm estado na base do aumento de casos de violência doméstica na região.
Adolfo Madureira referiu-se à importância do conhecimento da lei pelos agentes responsáveis pela sua aplicação e pela população em geral. Por isso, acrescentou, estão em curso acções que visam a sua ampla divulgação e abordagem.  
As queixas sobre ofensas corporais e morais, a não prestação de alimentos e desalojamento foram apontados pelo sociólogo como os principais problemas que ocorrem naquela instituição de aconselhamento familiar. “Temos estado a registar na nossa província a presença de homens na Direcção da Promoção da Mulher a solicitar os serviços, devido ao mau comportamento de muitas mulheres, que deixam de alimentar os filhos”.

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