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Centenas de quilómetros de vias estão asfaltadas e terraplanadas

Marcelino Dumbo|Huambo

O trabalho de reabilitação das estradas fundamentais, secundárias e terciárias da província do Huambo começou em força no ano de 2007 e até final do ano passado estavam asfaltadas mais de 673 quilómetros de vias.

A província tem milhares de quilómetros de estradas e decorrem trabalhos de pavimentação e asfaltagem em praticamente todos os municípios
Fotografia: Rogério Tuti

O trabalho de reabilitação das estradas fundamentais, secundárias e terciárias da província do Huambo começou em força no ano de 2007 e até final do ano passado estavam asfaltadas mais de 673 quilómetros de vias.
No mesmo período arrancou a construção de novas ruas asfaltadas na cidade do Huambo. A circulação rodoviária é agora mais fluida e aos poucos são resolvidos os problemas de escoamento dos produtos das áreas rurais para a cidade.
O director provincial das Obras Públicas, José Morguier Adolfo, referiu que além dos 673 quilómetros de estradas asfaltadas, 1.214 quilómetros de vias foram terraplanadas o que retirou do isolamento muitas comunas e aldeias do interior da província.
A degradação das vias secundárias e terciárias tem como principal causa a falta de manutenção permanente. Como são vias sem tapete de asfalto precisam de uma manutenção mais cuidada para estar sempre garantida a circulação de pessoas e bens. José Morguier
Adolfo afirmou que em três anos foram construídas ou reabilitadas 29 pontes, pontões e taludes. Os aeródromos  do Bailundo, Londuimbali, Mungo, Galanga, Cumbila, Chinhama, e Chilata também ficaram operacionais graças a obras profundas de reconstrução entre o ano de 2007 e o final de 2010.
José Morguier Adolfo destacou que no ano passado mais de 120 quilómetros de estradas e algumas ruas dos bairros Vilinga, Nzaji, Bandeira, Xavier Samacau e Joaquim Kapango, na cidade do Huambo, foram asfaltadas visando a melhoria na circulação interurbana. As obras foram executadas através de um programa aprovado pelo Presidente da República e executado pelo Gabinete de Reconstrução Nacional. A Direcção Provincial das Obras Públicas, para execução das empreitadas, conta com a colaboração das empresas de construção civil Monte Adriano, Monte Gil e a Brigada de Reabilitação da Casa Militar em parceria com a “Angolaca”.
Morguier Adolfo informou que no quadro do Programa de Investimentos Públicos beneficiaram de terraplanagem os troços Londuimbali/Cumbila, Galanga/Londuimbali, Mungo/Cambuengo, Monte Belo/Bimbe, Calima/Gandavila e Cachiungo/Chinhama, porque eram os mais críticos.
“O projecto do governo limitou-se a acudir as situações críticas, identificadas no período das chuvas, onde algumas comunas estiveram isoladas, devido ao difícil acesso”, explicou.
José Morguier frisou que no pacote dos Investimentos Públicos 2010 e 2011 não foi contemplada a reabilitação das estradas secundárias e terciárias que servem as comunas, nem a requalificação das ruas do casco urbano da cidade do Huambo. Mas garantiu que estão a ser desenvolvidos esforços financeiros para que as obras continuem logo que parem as chuvas.
As construções anárquicas em locais impróprios e de risco são um problema permanente para o Governo Provincial que está a mobilizar as autoridades tradicionais para que as aldeias, sectores e bairros para que ninguém construa em zonas de risco.
O director provincial das Obras Públicas no Huambo disse que a sua direcção e o Instituto Nacional de Estradas de Angola vão montar balanças de controlo de cargas nas principais rotas de acesso à capital da província, para a conservação das estradas e aumentar os níveis da segurança rodoviária.
“A entrada em colapso de algumas pontes e a degradação das estradas devem-se muito ao excesso de carga nos camiões, porque os nossos camionistas, por negligência, se não mesmo por ignorância, violam essa norma fundamental”, explicou José Morguier.
Acrescentou que a montagem de balanças de controlo de cargas nas principais vias de acesso à província do Huambo é uma medida que resulta da constatação de que muitos troços apresentam roturas e colapsos nas pontes, antes dos dois anos de garantia dados pelos empreiteiros.

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