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Centro de saúde de Calussinga atendeu milhares de pacientes

José Chaves| Andulo

O centro de saúde de Calussinga, 75 quilómetros a norte do Andulo, assistiu 2.347 doentes, desde Setembro último. De acordo com Pedro Graciano Sawende, responsável da unidade sanitária, desde Setembro, mês em que foi inaugurado, muitos pacientes têm acorrido ao local para tratar de patologias, como o paludismo, doenças respiratórias e infecções urinárias.

O centro de saúde de Calussinga, 75 quilómetros a norte do Andulo, assistiu 2.347 doentes, desde Setembro último. De acordo com Pedro Graciano Sawende, responsável da unidade sanitária, desde Setembro, mês em que foi inaugurado, muitos pacientes têm acorrido ao local para tratar de patologias, como o paludismo, doenças respiratórias e infecções urinárias.
Fruto desta procura, a unidade, que foi abastecida apenas uma única vez, até agora, está a enfrentar uma rotura de stock de medicamentos, disse Pedro Graciano.
Como alternativa para minimizar a falta de medicamentos, o responsável do centro disse que a pequena quantidade de fármacos em stock da instituição são entregues aos doentes com quadro clínico grave. Os outros pacientes são obrigados a adquirir os produtos nas farmácias privadas.
Quanto à lista das principais doenças registadas no centro, a malária, com 871 casos, é a que mais preocupa, seguida das doenças intestinais (385), doenças respiratórias agudas (158) e infecções urinárias (120).
Desde a abertura do centro, segundo Pedro Graciano, foram realizados 43 partos, com o registo de dois nados mortos. Diariamente, a unidade atende 42 doentes.
O fraco abastecimento de água, a abertura do centro de testagem voluntária do VIH/Sida e a falta de médicos, técnicos e pessoal auxiliar constituem preocupações dos responsáveis do centro.
O centro de saúde de Calussinga conta apenas com dois técnicos médios de saúde e outros 18 com formação básica.

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