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Centro local de reabilitação com muitas dificuldades

A falta de fármacos, de reagentes para os laboratórios de análises clínicas, de material gastável para radiologia e meios para produção de próteses são as principais dificuldades que condicionam o pleno funcionamento do Centro de Reabilitação Física “Dr. António Agostinho Neto”, na província do Huambo.

Material para o fabrico de próteses escasseia
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

Em declarações à Angop, na terça-feira, o seu director em exercício, Mário Bonga, informou que a estas dificuldades juntam-se, ainda, a falta de ambulância, de meios para a área de correcção de erros na estrutura do corpo humano, causadas maioritariamente por má formação congénita, além da carência de quadros especializados. Também lamentou o facto da unidade sanitária estar privada do fornecimento de água potável da rede pública e de energia eléctrica, estando, por isso, a funcionar com fontes alternativas e mais dispendiosas financeiramente.
Por esta razão, considerou insatisfatório o funcionamento do aludido centro, uma vez que, segundo justificou, as dificuldades têm impedido prestar um serviço médico e medicamentoso de qualidade.
Sem entrar em detalhes, informou que o orçamento da unidade sanitária não cobre todas as necessidades, razão pela qual a direcção tem estado a solicitar apoio dos seus parceiros sociais.
“Apesar de sermos um centro especializado de referência nacional, funcionamos com muitas dificuldades, falta-nos quase tudo, incluindo o básico”, informou. Ainda assim, Mário Bonga deu a conhecer que este ano foram assistidos quase oito mil cidadãos, entre internos e externos, nos vários serviços médicos do centro, localizado na Bomba Alta, seis quilómetros da cidade do Huambo.
Fundado em 1979, com  o objectivo de ajudar a recuperação de pessoas portadoras de deficiência física, o Centro Ortopédico "Dr. António Agostinho Neto" foi o primeiro da especialidade a ser criado no país.

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