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Chegada tardia à pediatria provoca óbitos de crianças

Tatiana Marta| Huambo

A Secção de Pediatria do Hospital Regional do Huambo continua a assistir a casos de crianças que morrem antes mesmo de receberem assistência por causa da chegada tardia aos serviços da unidade clínica.

O chefe da área hospitalar, Nicolau Feliciano Sandanbongo, condenou a atitude de muitos pais que continuam a levar os filhos para a referida unidade sanitária só depois de constatarem que a situação é extremamente crítica.
Devido ao aumento da picada do mosquito nesta altura do ano, a Secção de Pediatria, que funciona com 21 médicos e 43 enfermeiros, chega a atender diariamente mais de 200 crianças com malária, indicou o médico Nicolau  Sandanbongo.
O responsável hospitalar lamentou o facto de grande parte dos casos acabarem em morte, uma vez que o estado avançado da doença impede a recuperação do paciente, mesmo com a medicação.
Nicolau Sandanbongo referiu que muitas crianças dão entrada no banco de urgência em estado muito crítico, com  malária cerebral e convulsões, pelo que uma parte delas nem consegue reagir à medicação.
O médico indicou que no primeiro trimestre do ano a Secção de Pediatria atendeu 17.322 pessoas, 2.194 das quais foram internadas. A malária, as doenças respiratórias agudas e a má nutrição lideraram a lista de casos. No mesmo período do ano passado, a Secção registou um total de 17.693 casos, sendo que 2.269 resultaram em internamento.
No primeiro trimestre de 2015, a Pediatria  do Huambo registou também 628 casos de diarreias agudas, que resultaram em 18 óbitos. Em relação às anemias, foram registados 148 casos, que provocaram 21 óbitos, uma redução de casos em comparação com os dados do primeiro trimestre do ano passado. A  baixa de casos de anemia e de outras enfermidades é consequência das campanhas de sensibilização.

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