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Chuva desaloja famílias no Huambo e no Uíge

Marcelino Dumbo | Huambo e Filipe Boelho | Uíge

As chuvas causaram a morte de 73 pessoas, o ferimento de 41, a destruição de várias infra-estruturas e campos agrícolas, nos municípios do Huambo, Caála, Mungo, Longonjo, Londuimbali, Chinjenje, Catchiungo, Chicala Cholohanga e Ecunha, desde Novembro de 2013.

Além da destruição de infra-estruturas as chuvas arrassaram campos agrícolas e tornaram intransitáveis as vias de acesso
Fotografia: João Gomes

O mau tempo causou também a morte de 41 cabeças de gado bovino e as fortes chuvas desalojaram  855 famílias, na sequência da destruição de 1.269 casas, informou  a comandante em exercício do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.
A sub-inspectora Fernanda Nalivombo informou que  no mesmo período o comando do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros registou a destruição de 26 infra-estruturas sociais, entre as quais 13 escolas, cinco igrejas e postes de iluminação pública em várias localidades.
 O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros registou ainda 101 afogamentos, 277 serviços de ambulância, seis de salvamento em cacimbas, 714 trabalhos de segurança em actividades desportivas, culturais e políticas, 15 de desencarceramento em acidentes de viação, que resultaram  em 32 óbitos e 54 feridos, além de danos materiais. O delegado provincial do Ministério do Interior e comandante do Huambo da Polícia Nacional, comissário Elias Dumbo Livulo, defende a colocação de mais meios técnicos ao serviço dos bombeiros, para que possam acudir com eficácia às ocorrências de calamidades e outros fenómenos naturais que se registam, principalmente na época da chuva.
O comandante Livulo reafirmou ser imperiosa a adopção de técnicas adequadas para extinguir incêndios e desencarcerar cidadãos em acidentes de viação.
 A remoção de cadáveres na via pública, lagoas, cacimbas e a protecção dos bens patrimoniais do Estado e da população, disse o comissário, são outras missões que obrigam o Governo a equipar estes serviços.
O delegado do Ministério do Interior do Huambo apontou entre outros desafios o aumento do efectivo, a formação técnica e profissional, no sentido de expandir os serviços de bombeiros aos municípios onde ainda não existem e a redução da carga horária. 
Elias Dumbo Livulo aconselhou os bombeiros a terem maior atenção aos sinistros, a realizarem campanhas de sensibilização nas comunidades sobre os cuidados a observar no manejo de fontes de incêndio, construções de residências, cacimbas, lagos e lagoas. As chuvas no Uíge causaram desde Novembro de 2013 seis mortes, 13 feridos e a destruição de 1.007 casas, 14 igrejas, oito escolas e 73 postos de iluminação pública, disse o comandante provincial da Protecção Civil e Bombeiros.
Manuel Queta afirmou que no mesmo período 4.783 pessoas ficaram sem os haveres e que os municípios do Uíge, Negage, Puri, Quitexe, Milunga, Sanza Pombo, Alto Cauale, Maquela do Zombo, Mucaba, Bembe, Songo e Bungo são os mais afectados.O comandante que revelou os números na cerimónia comemorativa de mais um aniversário da corporação, referiu também o registo de 156 incêndios que provocaram 18 mortes e oito feridos, além da destruição de 189 casas e 16 viaturas.Curto-circuitos, negligência no manuseamento de fontes de calor e fuga de gás foram as principais causas dos incêndios.Os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros notificaram também 12 afogamentos e 27 acidentes de viação e realizaram 149 actividades profilácticas.
O comandante defendeu a expansão dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros a todos os municípios da província, que por enquanto estão instalados nos do Uíge e Negage.

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