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Chuvas provocam danos no Londuimbali e Ukuma

Adolfo Mundombe e Marcelino Dumbo|Huambo

No Londuimbali cinco pessoas, das quais duas crianças morreram e outras duas ficaram feridas por descargas eléctricas, em consequência das intensas chuvas e trovoadas que se registam no município, informou, ontem, o administrador em exercício, Arnaldo de Oliveira Katanga.

Chuvas destruiram centenas de casas assim como a ponte que dá acesso a Ganda
Fotografia: Marcelino Dumbo | Huambo

No Londuimbali cinco pessoas, das quais duas crianças morreram e outras duas ficaram feridas por descargas eléctricas, em consequência das intensas chuvas e trovoadas que se registam no município, informou, ontem, o administrador em exercício, Arnaldo de Oliveira Katanga.
No município há registo da destruição de 565 casas e mais de 3.000 famílias estão sem abrigo. Várias lavras foram devastadas pelas inundações, foi registado o desabamento de dez igrejas, seis escolas e uma ponte.
Oliveira Katanga referiu que a Administração Municipal do Londuimbali está a trabalhar com apoio das igrejas, autoridades tradicionais, sociedade civil e população no sentido de prestar apoio às famílias sinistradas.
“Há muita gente solidária com os sinistrados e estamos a aguardar pelo apoio da Direcção Provincial da Protecção Civil e Bombeiros. A nossa preocupação é criar as condições mínimas para que as crianças possam estudar neste ano lectivo”, disse. O director provincial da Protecção Civil e Bombeiros, João Ricardo, afirmou que o quadro actual do município do Londuimbali é desolador, os danos são enormes e prometeu acudir às populações sinistradas e aliviar o seu sofrimento.
Aconselhou a população a construir apenas em locais seguros.
 
Agricultura afectada
 
Arnaldo Oliveira observou que, na sequência do desabamento da ponte sobre o rio Kuvomba, os habitantes da aldeia próxima interromperam as suas actividades agrícolas.
O soba da aldeia, Francisco Ngonga, referiu que a destruição da ponte está a ida dos camponeses para as lavras.
Destacou que devido à intensidade das chuvas, as colheitas vão ser reduzidas. O administrador em exercício prometeu repor a ponte o mais breve possível e apoiar os camponeses com alimentos, para minimizar a situação de penúria com que se debatem.
A administradora do município do Ukuma, Leonor Casseua, disse que o desabamento da ponte sobre o rio Kuiva, provocado pelas chuvas, está a impedir a circulação dos habitantes da comuna da Cacoma para a vila. Leonor Casseua explicou que os preços dos produtos de primeira necessidade estão a aumentar.
As chuvas destruíram 250 casas e centenas de famílias ficaram desabrigadas. Leonor Casseua disse que o excesso de chuva está a afectar a sede do município e as comunas do Mundundo e Cacoma.
Leonor Casseua disse que no imediato é preciso instalar uma ponte metálica alternativa, para repor a circulação das pessoas e bens.
A circulação de pessoas e mercadorias na estrada entre a da Ganda e a vila do Alto Catumbela e Babaera está interrompida, em consequência da chuva registada nos últimos dias na região.

Trânsito interrompido

As enxurradas provocadas pela chuva criaram ravinas na Estrada Nacional 260, na área de Kaissome (Alto Catumbela), impedindo a circulação rodoviária.
Face a esta situação, dezenas de viaturas provenientes das províncias do Huambo, Bié e Benguela estão paradas no local.
A Administração Municipal da Ganda e a administração da comuna da Babaera disponibilizaram dois tractores e pessoal para tentar resolver a situação e reabrir a estrada ao trânsito. O chefe do Centro de Documentação e Informação da Administração, Jaime Moço, disse que no último dia a chuva parou e tudo está a ser feito para que durante esta semana seja criada uma passagem alternativa para permitir a circulação rodoviária na estrada entre Benguela e o Huambo via Ganda. O atraso registado na execução das obras de asfaltagem dos 18 quilómetros da estrada do Alto Catumbela à Ganda, e paralisadas há um ano, é apontado como a causa do estado do troço.

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