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Cidade do Huambo com nova imagem

Marcelino Dumbo| Huambo

A cidade do Huambo está a ganhar uma nova imagem com o arranque, no princípio do mês de Fevereiro, da segunda fase do projecto “Cimento e Tinta”, concebido pelo governo da província para melhorar a imagem da urbe e, consequentemente, apagar as marcas do passado.
Depois da primeira fase do projecto, iniciada em 2005, no âmbito da qual as obras de recuperação de residências, edifícios públicos e avenidas, abrangeram também os municípios da província, teve agora início, em Fevereiro.

Director provincial das Obras Públicas Adolfo Morguier disse que foram gastos milhões de kwanzas para a requalificação dos imóveis
Fotografia: Francisco Lopes

A cidade do Huambo está a ganhar uma nova imagem com o arranque, no princípio do mês de Fevereiro, da segunda fase do projecto “Cimento e Tinta”, concebido pelo governo da província para melhorar a imagem da urbe e, consequentemente, apagar as marcas do passado.
Depois da primeira fase do projecto, iniciada em 2005, no âmbito da qual as obras de recuperação de residências, edifícios públicos e avenidas, abrangeram também os municípios da província, teve agora início, em Fevereiro, a segunda, destinada a completar a recuperação das ruas, avenidas, edifícios e residências da cidade.
Em declarações ao Jornal de Angola, o director provincial das Obras Públicas, Adolfo Morguier, disse que o governo disponibilizou mais de 70 milhões de kwanzas para a requalificação dos edifícios públicos degradados pela guerra.
Nesta segunda fase, o programa vai abranger edifícios e residências da Avenida da Independência (antiga 5 de Outubro), por ser a principal entrada da cidade, e os edifícios degradados da avenida principal do bairro Benfica.
Neste momento, os edifícios do Arca-Doce, Fernandino e da Agência já foram requalificados, mas os trabalhos prosseguem até atingir outras ruas e avenidas.
O Programa “Huambo Cimento e Tinta” foi criado com o principal propósito de apagar os indícios da guerra e conferir outra imagem à cidade do Huambo. No início, o projecto estendeu-se às vilas da província, para que os residentes e utentes dos bens públicos se sentissem melhor acomodados e com boas condições de habitabilidade. Nessa primeira fase do projecto, que durou cerca de três anos, foram requalificados 102 residências de cidadãos sem recursos financeiros, nos 11 municípios da província, e abrangeu as administrações dos municípios e comunas, que funcionavam em condições menos dignas. No total, teve um orçamento de 80 milhões de kwanzas, segundo o relatório de balanço ddatada de 2005 do governo da província do Huambo, tornado público pelo então governador.

Colaboração dos moradores

O objectivo do governo provincial é, de acordo com Morguier, apagar todos os vestígios de guerra ainda visíveis em alguns edifícios localizados nas principais avenidas da cidade, embora o projecto não abranja casas comerciais, competindo aos seus proprietários a responsabilidade de os recuperar.
Depois da requalificação dos edifícios degradados, o projecto também vai contemplar a reparação de passeios e lancis da cidade.  Adolfo Morguier espera uma maior colaboração dos moradores, por se tratar de uma iniciativa necessária à cidade e lamentou o facto de haver dificuldades no terreno, principalmente na montagem dos andaimes, escadas, guindaste e outros equipamentos, devido às construções anárquicas em quintais, mas está a ser feito o possível para evitar acidentes de trabalho dos operários.
Para tentar ultrapassar esta contrariedade, Morguier tenciona trabalhar no futuro com a administração municipal do Huambo, para passar em revista todos os quintais dos edifícios, no sentido de se resolver o problema das construções desordenadas e para permitir que quando o governo necessite de fazer alguma manutenção, em qualquer daqueles prédios, possa efectuá-las sem qualquer problema.
Além das melhorias que está a realizar, o projecto tem ainda a virtude de estar a dar trabalho a jovens desempregados, embora sejam acções de curta duração. O encarregado da obra, Jonas Sumbelelo, disse que os trabalhos estão a decorrer sem sobressalto e a sua equipa espera concluir, com êxito, a tarefa encomendada.
As equipas são constituídas por pedreiros, pintores e ajudantes e mantêm dinamismo.
Como única dificuldade de vulto, Sumbelelo destacou a fixação dos andaimes nos quintais dos edifícios, devido às construções anárquicas, que afirma desconhecer se são legais ou ilegais.
Os jovens Zacarias Cassinda, Anacleto Jamba, Aida Matos, mostraram satisfação pelo facto de verem a cidade a mudar de visual e prometeram cumprir dignamente o seu trabalho.
“É uma das formas de uniformizar, organizar e mudar a imagem da nossa cidade, também conhecida como a Cidade Vida. Por isso, vamos procurar, sempre que possível, dar vida a bela cidade do Huambo”, disse Aida Matos.

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