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Clínica do Sindicato está parcialmente concluída

Tatiana Marta | Huambo

A primeira fase das obras de construção da clínica do Sindicato dos Trabalhadores da Educação, Desporto, Cultura e Comunicação Social da província do Huambo, iniciada em Julho de 2012, já está concluída, anunciou ontem o presidente da organização sindical.

O empreendimento hospitalar em construção na província do Huambo vai ter capacidade para quase cem camas
Fotografia: Domingos Cadência

Adriano dos Santos adiantou que, depois da primeira fase dos trabalhos, a parte física, que custou cerca de 150 milhões de kwanzas, aguarda-se o arranque, para breve, da segunda etapa do projecto, que inclui trabalhos de acabamento e de apetrechamento do imóvel, que vai ter capacidade para 88 camas.
O presidente da associação sindical disse que a clínica vai prestar assistência médica e medicamentosa aos filiados no sindicato e respectivos dependentes.
A unidade, primeira no país a ser construída por uma organização sindical, vai prestar serviços básicos de saúde gratuitos aos filiados, enquanto em relação aos familiares se aguarda a aprovação do regulamento de atendimento pela assembleia-geral do órgão.
O empreendimento, de acordo com o dirigente sindical, vai resolver, em grande medida, vários problemas sociais da população, visto que os filiados ao serem assistidos noutras unidades sanitárias privadas têm de pagar valores altos.

Recursos humanos

A clínica, em construção na cidade do Huambo, vai atender os cerca de 22 mil sindicalistas filiados do sindicato. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social, na província do Huambo, alertou para a necessidade de as organizações se pautarem por um maior rigor e dinamismo na gestão dos recursos humanos.
Adriano dos Santos esclareceu que a racionalização destes recursos é de extrema importância, pois permite um melhor funcionamento das instituições públicas e privadas, com base no processo de desenvolvimento económico e social do país.
O sindicalista admitiu haver muitas debilidades neste contexto, sobretudo no sector da Educação, onde muitos professores têm sido penalizados no processo de promoção e ajuste de categorias.
Para o dirigente sindical existem questões de transcendente importância que sobressaem na vida dos professores, designadamente as promoções, o concurso interno de ingresso e os que ainda não são remunerados de acordo com o nível académico.
O Ministério da Educação tem sob a sua alçada 58 por cento dos funcionários públicos do país, sendo também o pilar para o desenvolvimento da sociedade, razão pela qual a gestão dos recursos humanos é fundamental.
Os professores têm a responsabilidade de construir uma sociedade nova e capaz de galvanizar o desenvolvimento económico e social, recordou Adriano Santos, para quem “eles devem ser valorizados”.
Aconselhou, ainda, as autoridades locais a planificarem as suas acções antes de construírem uma determinada escola, tendo em conta o número de professores necessários para a pôr a funcionar, assim como a cabimentação do fundo salarial, antes de remeter o projecto ao Executivo para a sua devida aprovação.
Além disso, considerou necessário que o processo de promoções de categoria da carreira docente tenha continuidade, tal como o concurso interno de ingresso, pelo que os sindicatos devem estar cada vez mais organizados.

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