Províncias

Comuna da Cumbila precisa de pára-raios

Justino Vitorino | Cumbila

O administrador comunal da Cumbila, no município do Londuimbali, pediu para serem instalados, urgentemente, pára-raios, para evitar que os raios matem pessoas, durante as trovoadas que acompanham as fortes chuvadas que caem diariamente naquela localidade do Huambo.

Um ângulo da comuna de Cumbila onde as chuvas têm sido acompanhadas de trovoadas
Fotografia: Francisco Lopes | Huambo

Afonso Sambongo disse ontem que, em menos de um mês, as chuvas, acompanhadas de granizos, fortes ventos e trovoadas, já provocaram a morte a cinco pessoas na aldeia de Sayengue, que foram apanhadas por raios.
O administrador salientou que em toda a extensão da Cumbila não existe um único pára-raios, situação que levou as autoridades locais a desencadearem um processo de sensibilização da população para plantarem capim elefante, plantas herbáceas, conhecidas por “londeas”, que têm efeito protector contra descargas eléctricas.
Desde o início das chuvas, na província do Huambo, principalmente no interior, já ficaram destruídas mais de 250 casas e vários outros empreendimentos. Na vila da comuna, por exemplo, ficaram destruídas instituições do Estado, com destaque para o palácio da Administração, centros e postos de saúde e de iluminação pública, pontecos, assim como capelas e culturas agrícolas.
Para prevenir mortes, Afonso Sayengue aconselha a população a evitar abrigar-se próximo de cabos eléctricos e debaixo de árvores durante a chuva.
O chefe de comunicação e imagem dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Abel Kangombe, disse que outros factores que concorrem para fatalidades durante as chuvas têm a ver com as conhecidas puxadas anárquicas de cabos de energia eléctrica e a fixação de casas em zonas consideradas de risco, principalmente à beira de rios e em terrenos inclinados.

Tempo

Multimédia