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Congresso termina com apelo forte à fé

António Canepa |Huambo

O Primeiro Congresso Nacional Eucarístico da Igreja Católica encerra hoje, na Praça São João Paulo II, no Huambo, em cerimónia que contará com a participação de bispos, sacerdotes, leigos, catequistas e milhares de fiéis de todas as paróquias da arquidiocese.

Fiéis de todas as paróquias acorreram à praça João Paulo II para participar no evento
Fotografia: Francisco Lopes |Huambo|Edições Novembro

Ontem, mais três mil crianças da arquidiocese do Huambo, acompanhadas pelos pais, encarregados de educação e pelos catequistas,  receberam a primeira comunhão,  sacramento que, segundo a Igreja Católica, os “aproxima da ceia do Senhor para receber o Seu Corpo e Sangue e permitir que Jesus habite nos seus corações”.
Durante dois anos, crianças a partir dos sete anos,  participaram na catequese da primeira comunhão, considerada fundamental para a sua formação religiosa, de modo a aproximá-las a “Jesus Sacramentado” e a educá-las espiritualmente.
Nos primeiros três dias que antecederam o  evento, bispos, sacerdotes, religiosos e leigos, num total de 500 participantes, reflectiram no simpósio que decorreu no Complexo Turístico da Chiva, localizado nos arredores da cidade do Huambo, sobre a “A Nova evangelização”, “O Evangelizado evangeliza”, “Perspectiva para Angola”, “Evangelização eucaristia” e “Reconciliação”, para despertar nos fiéis a necessidade da fé e do amor ao próximo.
O congresso, o primeiro da Igreja Católica no país, enquadra-se nas comemorações dos 150 anos da segunda fase da evangelização, iniciada com a chegada dos padres da Congregação do Espírito Santo em 1867 e dos 525 anos dos primeiros baptismos.
Segundo o presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom Filomeno Vieira Dias, o congresso tem um grande significado para a Igreja Católica, pelo facto de a eucaristia ser “um sacramento cuja presença de Cristo é mais forte e mais viva”. Além de celebração da primeira comunhão como acto importante para os cristãos católicos, os participantes discutiram em catequeses temas como a “Eucaristia como Mistério Acreditado”, “ Eucaristia como Mistério Celebrado” e “Eucaristia como Mistério Vivido”.  Analisaram igualmente  “A missão e participação do leigo na evangelização”, “A reconciliação nos documentos do magistério da Igreja”, e “A reconciliação nacional efectiva”.
Na abertura do congresso, Dom Filomeno Vieira Dias salientou que a eucaristia convida a todos a viverem  a comunhão, não só na dimensão litúrgica sacramental, mas à mesa da comunhão social, afecta à reconciliação e à aceitação mútua.  
O bispo referiu que a eucaristia não é um dever moral, mas é, antes de tudo, uma transformação efectuada por Jesus Cristo.

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