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Construções anárquicas demolidas na província

Justino Vitorino | Huambo

O vice-governador do Huambo para o Sector Técnico e Infra-Estruturas anunciou a demolição das casas construídas ilegalmente no perímetro da subestação eléctrica do Dango, no sector de Belém.

Calunga Quissanga disse que além de perigar a vida das populações que ali residem, as construções anárquicas estão igualmente a dificultar a expansão e a dinamização do serviço técnico do sector eléctrico na província.  
Calunga Quissanga fez parte de uma visita de constatação e auscultação encabeçada pelo governador provincial, Kundi Paihama, à Empresa Nacional de Distribuição de Energia Pública (ENDEP), para se inteirar do actual funcionamento do sector eléctrico e disse que foram já notificadas as residências a serem demolidas.
“Os proprietários das residências anárquicas foram chamados à Administração Municipal do Huambo para um encontro de esclarecimento, relativamente à invasão do espaço da Empresa Nacional de Distribuição de Energia Pública”, precisou.
O Governo Provincial não autorizou a construção de moradias nas proximidades da subestação eléctrica do Dango ou de qualquer outra zona considerada de risco, sublinhou. As pessoas que apresentarem documentação de permissão de construção no espaço são indemnizadas.
O governador provincial, Kundi Paihama, solicitou aos funcionários da empresa de energia um maior controlo, rigor e responsabilidade naquilo que é património da empresa.
“Deve haver responsabilidade a nível da área de fiscalização, sobretudo no que toca ao plano de loteamento de terrenos, sem autorização do Estado”, advertiu.   
 De acordo com o governador, não se pode conceder terreno em áreas onde não há plano de loteamento. Em função disso, as Administrações Municipais devem trabalhar com a Direcção do Urbanismo, Ambiente e Ordenamento do Território, para que situações do género não voltem a registar-se.
O governador  Kundi Paihama disse ter tomado nota de várias dificuldades que o sector eléctrico enfrenta na província, que vão desde a falta de um centro de formação para os quadros, a não manutenção e reparação da rede de iluminação pública na cidade, montagens de postos de transformação de energia eléctrica em alguns bairros periféricos, entre outras, mas está esperaçado que  a situação venha a melhorar.

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